segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Capítulo 28:O amigo

Dias depois...
Tália terminava de deixar uma lasanha na geladeira para quando Darío e o amigo chegassem, tivessem o que esquentar para comer. Tudo estava organizado para que Gonzalo fosse bem recebido ali, assim ela trocou sua roupa e já pegava sua bolsa para ir para casa quando escutou a porta da sala se abrindo e duas risadas alegres entrando pelo apartamento. Darío percebeu que Tália ainda estava ali, então disse:
- Vem Gonzalo, quero te apresentar a Tália.
Os dois homens se dirigiram para o corredor que daria na cozinha e logo se aproximaram. Ela os encarou e esperou ser apresentada:
- Tália, este é Gonzalo, o amigo que comentei. Gonzalo, Tália...
Gonzalo logo se aproximou sorridente para Tália e apertou a mão dela.
- Um prazer.
- Oi, tudo bem? Como foi de viagem?- perguntou simpática.
-Viajar é bom, tirando o aeroporto e o avião, mas fora isso...-disse com um largo sorriso.
- Que bom então que fez boa viagem... - Tália se voltou para Darío e disse: -Deixei tudo organizado. Já estava saindo...
-Obrigado Tália. Você sempre me salvando...
-Então tchau, Gonzalo! - despediu -se Tália.
-Tchau, Tália?- perguntou para confirmar o nome da empregada.
-Isso mesmo! Tália. -Confirmou.
Darío se voltou para o amigo e disse:
- Você já conhece minha casa, se quiser pode ir deixar suas coisas no quarta que você vai ficar e depois tomar um banho. Vou levar Tália em casa e já volto.
Gonzalo franziu a testa surpreso com o comentário, mas não disse nada.
- Não precisa, Darío, eu já estava de saída mesmo...
- Eu vou levar você. - Falou sério, colocando a mão nas costas de Tália levando -a em direção da porta.
Gonzalo ainda parado na cozinha não conseguia entender o porquê do amigo levar a empregada em casa, mas não estava ali para questionar nada. Foi para a sala pegar sua bagagem, indo para o quarto.
(...)
Os dois amigos comiam a lasanha feita por Tália algumas horas depois.
- Que delícia! Venho da Itália para comer comida italiana feita por uma brasileira, mas a maneira como se faz aqui é completamente diferente e ambas formas são deliciosas...
-Verdade. Tália cozinha muito bem mesmo! -concordou Darío.
- Ela é bem gostosa!- disse Gonzalo sorrindo.
Darío sério levantou a cabeça encarando o amigo. Havia entendido, mas não queria ter entendido.
- Você está falando da lasanha ou da Tália?- perguntou ele com a cara fechada.
-Essa Tália é o verdadeiro estereótipo de mulher brasileira. Muito tempo na Europa a gente até esquece como é...- disse sorrindo.
Darío entendeu aonde o amigo queria chegar e foi logo deixando claro:
- Se depender da Tália, é melhor esquecer de como é uma mulher brasileira. Ela já tem dono!
O amigo deixou o garfo no prato e se sentou direito sorrindo:
-Então é isso que estou pensando mesmo? Você está saindo com a empregada? Não posso acreditar!Tanta mulher no mundo e você saindo com a empregada... Isso dá processo por assédio no trabalho...-disse divertido.
- Eu e Tália somos mais do que chefe e empregada! E é melhor pra sua saúde ficar longe dela!- falou irritado.
Gonzalo não aguentou ver o amigo com aquela cara fechada e gargalhou:
-Puta que pariu! Você está de quatro por ela mesmo! E eu que pensei que não veria isso em minha vida! Darío apaixonado! Nossa!- riu novamente.
Darío não lhe respondeu apenas o encarava.
-Tudo bem, pode ficar tranquilo que não vou tentar nada com ela... estou aqui pra me divertir com você e não arrumar um problema. E mulher de amigo meu é homem!- Gonzalo havia percebido que precisava tranquilizar a Darío.
-Estou falando sério!
- Eu sei! Pode ficar tranquilo... Eu tenho amor a minha vida! - Disse com um sorriso sincero.
Darío se deu conta de que o amigo havia entendido que Tália era um território proibido para ele. Assim voltou a comer a lasanha.
(...)
Darío na cama pensava no sorriso de Gonzalo para Tália.  Sabia que ela não havia se dado conta do interesse do amigo dele por ela, mas ele, sim,  percebeu! Cada dia que passava sentia uma necessidade de tê-la somente para si. Nunca fora tão possessivo com uma mulher como estava se sentindo com ela, sempre preferiu viver sua liberdade plenamente e agora estava quase que por completo preso à Tália. Se ela aceitasse morar com ele, ter um filho dele, sabia que seria uma viagem sem volta, não queria algo passageiro. Sabia que uma criança precisava de uma relação estável... E no caso deles, seriam duas crianças... Quando propusera a Tália, não havia pensado bem, fora no calor do momento o convite, mas agora pensava calmo que era possível, sim, estabelecer uma família com ela e Anne. Gostava da menina e cada dia estava mais envolvido por Tália...
Sua mente se voltou para a manhã que passaram juntos nas vésperas da chegada de Gonzalo, sentia seu membro endurecer somente em lembrar -se dos lábios de Tália envolvendo-o. Ela deslizava sua boca faminta por seu pau com tanto prazer que quase se desmanchava apenas por imaginar. Tália, normalmente, era distante, mas apenas no sexo sentia que se conectavam por completo. Sentia que fosse o que fosse que a detinha para se envolver emocionalmente, nos braços dele ela esquecia por completo. Quando o cavalgava, sentia o corpo dela tremer de prazer deslizando para frente e para trás em busca de seu prazer, ele ficara ali teso para ela, massageando seu clitóris e incentivando que ela gozasse. "Isso Tália, roça essa boceta gulosa, vai gostosa". Ela ficava quase que em transe com aquelas palavras, seus olhos escureciam, gemia mais e mais, acelerava os movimentos, necessitava seu prazer e somente voltava a si quando o obtinha. Era lindo vê-la gritar seu prazer... Enquanto pensava no que viera depois, ele deslizava sua mão pelo membro excitado. Ele a colocou de quatro para poder seguir com seu prazer e ao pincelar seu membro pela sua entrada pequena, sentir a amante exaltada pela expectativa da invasão ali o enlouquecia... dominar aquele corpo com prazer, fazia ele se sentir um homem poderoso. E a cada estocada era um gemido que arrancava dela, incentivando-o a ser mais firme e mais intenso com movimentos cadenciados. Dar-lhe prazer massageando o clitóris ao mesmo tempo que entrava e saia de seu pequeno orifício era ter completamente a mente de Tália em si e quando os dois gritavam juntos o prazer obtido, sabia que ela era dele, somente dele! Com aqueles pensamentos, Darío recriava cada gemido, cada prazer, acelerando os movimentos com a mão em seu membro até que jorrou, respirando fundo...
Alguns minutos depois diante do espelho do banheiro, sorriu como um adolescente que se excitada facilmente. Queria Tália com ele! Quando Gonzalo se fosse, a traria para viver com ele definitivamente. Essa foi uma decisão importante e sabia que era a mais acertada...

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