segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Capítulo 27:Interlúdio amoroso

No dia seguinte...
Tália abriu a porta do apartamento de Darío e o encontrou sentado numa das cadeiras da cozinha.
-Oi, Darío!
- Oi, Tália...- cumprimentou sem deixar de olhá-la de maneira intensa.
Ela sabia o que passava em sua cabeça.  Também passou a noite ardendo por ele e sabia que ele sentia o mesmo... Tália foi até ele e se inclinou para beijá-lo. Darío, não se fez de rogado, levou ambas mãos  para a nuca dela e a puxou para si. A boca dele envolveu a de Tália de início com uma sensualidade que enlouquecia a amante, os braços dele trouxeram o corpo dela para mais próximo, fazendo com que ela se sentasse em suas pernas de frente pra ele. As mãos grandes foram ao traseiro volumoso dela, puxando-a para si. Darío, apenas de cueca boxe com seu membro excitado, roçava no centro de prazer de Tália. A amante estava com um saia godê que logo subiu à cintura, os seios fartos se pressaram no peito amplio dele. Os dois se beijavam com intensidade.
-Precisei de vários banhos frios ontem...- disse ele a olhando firme a milímetros.
Ela sorriu sem tirar os olhos de Darío. Pensar que ele havia passado à noite desejando estar com ela. Os dois estavam se relacionando há alguns meses, mas o conheci bem e mulher nunca lhe faltou, além de sempre esperar por descobrir que ele estivera com alguém... Ele voltou a se apossar dos lábios dela. Tália sentiu a mão de Darío  desnudando o membro e puxando sua calcinha para o lado.
-Darío, o preservativo...- alertou ela.
- Não se preocupe... - tranquilizou ele deslizando o membro robusto pela entrada dela. - Você sabe que estou limpo.
Tália ficou tensa e se separou dos braços dele.
- Sei que está limpo, mas não quero voltar a me preocupar com uma gravidez.
Quando escutou a resposta dela, separou-se de Tália com um evidente aborrecimento , levantando-se da cadeira e ajeitando a cueca, voltou-se para ela incisivo:
-Qual o problema de ter um filho meu?!
Ela se surpreendeu com pergunta e tentou mostrar tranquilidade:
- Nunca conversamos sobre isso... Eu já tenho uma vida complicada para ficar me arriscando com a possibilidade de ter um filho neste momento!- disse sincera.
- E qual o momento então?!- perguntou tentando conter sua fúria. Sentia -se menosprezado por ela, afinal não pensara para ter Thauanne, mas para ter um filho dele parecia que estava para cometer um terrível erro.
Tália não entendia o que Darío queria realmente.
-Darío, estamos saindo já há alguns meses, sou sua empregada a quase dois anos...- tentava ser o mais clara possível, mas como sê-lo sem contar a verdade?
- E isso impede que tenhamos um filho?!- perguntou ele cruzando os braços na frente do corpo, mostrando o seu nervosismo.
Ela passava as mãos nervosamente nos seus cachos, ele falava em ter filhos como algo simples. Não fazia ideia do que era o compromisso com uma criança.
- Eu não sou sozinha no mundo, você sabe bem que tenho Thauanne. Não posso de um hora pra outra esquecer minha responsabilidade com ela e decidir ser mãe de outro filho.  Nem com você e nem com ninguém. O problema não é você!  Não quero te cobrar nada, como nunca cobrei, mas um filho é muita responsabilidade.
- Eu sei disso, tenho observado sua vida com Anne. Sei que estou indo rápido demais, mas tenho sentido que já posso ser pai. Estamos namorando, tenho convivido com sua filha e estou apaixonado por isso tudo que estou vivendo. Sei que não pareço ser um homem de confiança por tudo que você conheceu de mim, mas sei que percebeu que mudei...
Ela não sabia o que responder, porque realmente havia mudado, ou melhor, parecia ter mudado, mas o medo de se decepcionar era maior do que tudo. Ela fechou os olhos e abriu lentamente, respirou fundo e pediu:
-Me dê um tempo para que eu pense sobre ser mãe novamente... É muito complicado para eu falar que é isso que eu quero agora.
Ele insistiu:
- Eu entendo que é complicado para você pensar em ser mãe novamente por tudo que viveu sendo mãe solteira, mas eu sou homem suficiente para assumir meu filho! Nunca te deixarei sozinha para criá-lo...
Cada palavra dita por Darío fazia com que ela tremesse mais com o medo de como ele reagiria quando soubesse que Anne era sua filha.
-Talvez se morássemos juntos, você conseguiria perceber que a nossa relação é séria o suficiente para darmos o próximo passo. Tenho certeza que Anne ficaria apaixonada em viver aqui, eu assumiria tudo que diz respeito a criação dela...
Tália não podia acreditar que cada um dos seus sonhos estivessem se realizando assim tão de repente, mas era um passo muito largo para ser dado assim sem pensar com tranquilidade.
-Darío, prometo pensar durante essas próximas semanas...
Ele pareceu se sentir aliviado com a promessa de Tália e assim a puxou para si. Não queria perder mais tempo com aquela discussão, queria sentir o prazer que tanto necessitava.
-Vem cá, vamos fazer o que tanto queremos!
(...)
Darío movia seu corpo de encontro ao de Tália penetrando-a com intensidade. As mãos dela deslizavam pelas costas tatuadas dele, apertando-as. Ele beijava o pescoço dela, deslizando os dentes   mordendo delicadamente e gemendo rouco em seu ouvido. Os olhos dela se reviravam de prazer a cada estocada em seu sexo. Darío se levantou um pouco, colocando as pernas de Tália em seus antebraços e assim acelerava os movimentos cada vez mais afoitos. Os dois gemiam com intensidade até que atingiriam o clímax estremecendo nos braços um do outro. Darío a soltou após dar-lhe um beijo molhado e caiu na cama suspirando de prazer, sentou -se e retirou o preservativo, indo ao banheiro. Quando voltou, deitou-se ao lado de Tália e a abraçou pelas costas. Ela silenciosa,uma incógnita para ele:
- Não quero que você se preocupe com a possibilidade de vim morar comigo.- falou tranquilamente, junto ao ouvido dela.- Sei que parece tudo muito louco, sei lá...mas um dia você deve ter imaginado que isso ia acontecer. Eu já não sou mais nenhum menino, deixei de ter a vida de solteiro que você me conheceu tendo... Uma hora teríamos que dar o próximo passo. Você não pensou sobre isso?
Na verdade, ela nunca havia pensado que ele fosse querer realmente algo sério, mas resolveu não dizer o que pensava sobre o que achava sobre ele.  Tinha receio de aborrecê-lo com a sinceridade, afinal ele nunca despertou nela segurança.
Ela deu a volta com o corpo, ficando de frente, olhando-o nos olhos:
- Pensei que talvez você pudesse querer algo sério naquela vez que transamos sem preservativo e só percebemos depois, mas quando descobri que não havia engravidado e te contei, senti que você ficou aliviado...
Ele deslizou os dedos pelos cachos dela, colocando-os atrás da orelha dela:
- Pode ser... mas ali despertou a vontade de ser pai. Não quero te pressionar, mas quero que você pense com carinho...
Ela o encarou séria, veio em sua boca a verdade.

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