segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Capítulo 15: Darío

Na tarde do mesmo dia...
Darío dirigia sua camionete para seu apartamento, pensando que precisava  deixar claro a Tália que nunca aceitaria que ela tirasse um filho dele. A conversa com sua mãe fizera com que sentisse que o melhor a fazer era ter um filho! Sentia sua mãe magoada com a irmã e saber que sempre viveram dessa maneira não o deixava feliz. Talvez fosse hora de fazer algo para que sua mãe fosse feliz realmente. Ele não poderia dizer que estivesse apaixonado por Tália, aliás nem sabia o que era estar apaixonado! Nunca havia amado uma mulher que não fosse sua mãe e irmã. Todas as suas relações se baseavam em sexo. Tudo que buscava em uma relação era prazer sexual. Obtivera sempre! E com Tália não poderia ser diferente...Apenas em pensar nas curvas de Tália sentia seu membro endurecer.
Ele nunca tivera um tipo predileto de mulher, gostava de se divertir, podiam se altas, baixas, loiras, morenas, negras, orientais, magras ou saradas, mas Tália com aquele corpo volumoso, que para muitos de seus amigos não lhes parecia atrativo, el...     
Ele nunca tivera um tipo predileto de mulher, gostava de se divertir, podiam se altas, baixas, loiras, morenas, negras, orientais, magras ou saradas, mas Tália com aquele corpo volumoso, que para muitos de seus amigos não lhes parecia atrativo, ele desenvolvera um tesão fora do normal. Gostava de apertar o corpo dela ao seu, de afundar os dedos naquele corpo apetitoso. Ela era um verdadeiro tesão!
Seus pensamentos circulavam em toda uma cena sexual com ela... Haviam transado pela manhã, mas naquele momento queria estar enfiado nela de novo. Achava que ia demorar muito para que um dia se cansar de transar com Tália... Ou talvez fosse exatamente isso que precisava: transar tantas vezes e de forma mais contínua com ela que chegaria um momento que não poderia mais olhar em sua cara. Precisava se cansar de Tália! Porque até aquele momento, o que acontecia com eles era de forma esporádica. Talvez, por isso que sentia cada dia mais vontade de tê-la entre seus braços.
Já estava convencido, quando chegou em casa, que falaria com ela sobre terem um filho juntos e logo a levaria para cama. Precisava acabar com todo esse tesão que sentia por ela.
Não precisava procurar pelo apartamento, apenas ao escutar o silêncio,  já sabia que estava sozinho... A decepção por não encontrá-la, fez com que ele fosse para o banheiro, tomaria um bom banho assim esfriaria a cabeça e o corpo.
(...)
"As mãos dele deslizavam pela pele macia de Tália, apertando seus seios volumosos. O membro de Darío já estava ereto, louco para entrar no corpo de Tália mais uma vez. Ela se pôs inclinada para frente apoiando as mãos no azulejo abaixo do chuveiro, expondo seu grande e lindo traseiro enquanto a água escorria pelo corpo dela. Aquela visão o desnorteava. Ele abriu suas partes e acariciava sua intimidade, escutando-a gemer... Ela o queria ali naquele pequeno orifício, saber que ela o queria, deixava-o mais ansioso do que o de costume e sem demorar mais para completar o ato, investiu sobre ela, sentindo a resistência do pequeno botão... Ele forçou a entrada e aos poucos foi tomando posse daquele corpo delicioso. Tália gemia rouca... Darío acariciava sua cintura, seus seios, descia pelo abdômen e voltava pelas nádegas. Os movimentos eram intensos, os gemidos dela também. Ela gemia a cada estocada ritmada que ele conduzia..."
Darío movia sua mão pelo seu pênis enlouquecido pelas imagens que formavam em sua cabeça:
" -Gostosa!
-Hummmm,Darío...
-Você gosta que eu coma você assim.  Não é?!
-Ohhh, gosto, gosto muito!"
Os gemidos, que a imaginação dele produzia como se fossem os gemidos de Tália, faziam com que ele acelerasse o manuseio de seu membro teso, necessitando alívio:
" -Diz que somente eu que come você gostoso assim! Diz, Tália!"
Darío estremeceu seu gozo embaixo do chuveiro. Deixou a água escorrer por sua cabeça enquanto buscava tranquilizar o corpo depois daquele prazer solitário. Ele não podia seguir se comportando como um adolescente, masturbando-se embaixo do chuveiro por causa de uma mulher. Precisava resolver a situação dele com Tália, havia se decidido: conversaria com ela e, se era da maneira como imaginava que ela se sentia em relação a ele, certamente não teria problemas. Com esses pensamentos, Darío terminou seu banho e se vestiu, pegou a chave da camionete, saindo do apartamento.
(...)
Dirigiu até a casa de Tália em Madureira com tranquilidade. Queria conversar e chegar a um acordo em que os dois tivessem prazer sem questionamentos. Ela havia garantido a ele que não havia outro alguém em sua vida. Ele necessitava um relacionamento em que depois de um tempo viesse a se cansar dela... Tália não precisava saber sobre essa parte!
Quando estacionou à frente da casa dela, saiu do carro e logo tocou a campainha. Era uma casa grande e antiga, mas muito bem conservada. Nunca havia estado ali, mas buscou o número da casa nos papéis que tinha por tê-la contratada legalmente. Logo seus pensamentos foram interrompidos pela presença de uma senhora robusta e baixinha:
-Boa tarde!- Cumprimentou ele do lado de fora do portão.
-Boa tarde! -Cumprimentou a senhora com um olhar inquisidor.
-Tália mora aqui?
-Sim, é minha sobrinha. Por quê?
-Prazer, sou Darío. Ela trabalha pra mim...
-Ahhh. Prazer! Sempre falamos sobre você!- Comentou querendo falar o quanto a incomodava às vezes que a sobrinha precisa ir trabalhar nos finais de semana.- Sou Dolores.- Disse a senhora abrindo o portão. -Entre...

-Gostaria de conversar com ela     
-Gostaria de conversar com ela...
-Ela saiu, mas não vai demorar. Entre, entre...
-Posso esperar aqui no carro...- Não queria incomodar.
-O senhor não vai fazer essa desfeita. Aproveita que terminei de passar um café...
-Café passado na hora? Maravilha!- Expressou ele alegre e logo aceitou o convite, passando pelo portão.
Darío seguiu atrás da senhora, observando as diversas plantas que ocupavam o quintal. Entrou na casa atrás de Dona Dolores e logo surgiu um senhor alto, magro e simpático.
-Bira, este é Darío, o patrão da Tália!

-Bira, este é Darío, o patrão da Tália!
O senhor surpreso com a presença do homem estendeu a mão para cumprimentar:
-Entre, Ubirajara, mas pode me chamar de Bira!
Os dois homens apertaram as mãos e logo seu Bira indicou o sofá para que o rapaz sentasse.
-Já conhecia Madureira, Darío?-Perguntou o senhor iniciando uma conversa.
-Sim, andei por toda a zona norte na adolescência...
-Ahhh, amo Madureira.- Exclamou o senhor.
Tia Dolores preferiu se levantar para ir buscar o café ao invés de ficar escutando o marido contar as histórias sobre Madureira, o que ele fazia sempre que estava com alguém de fora.
-Vou buscar o café enquanto esperamos Tália...-Disse tia Dolores.
A conversa fluiu depois que a senhora voltou com as xícaras com cafés. Tio Bira era extremamente simpático com Darío, já tia Dolores tentava ser, mas queria perguntar ao patrão da sobrinha o porquê dele ali e, principalmente, o porquê ele sempre necessitava a Tália. O marido dela conhecendo-a bem sempre conduzia a conversa para um lugar que não deixava oportunidade para que a senhora empertigada, como ela só, pudesse ter a chance de colocar Darío contra a parede. Dolores sempre achou que o patrão explorava a sobrinha e achava que ele precisava levar um reprimenda por isso, mas não teve  como. Escutaram o som do portão se abrindo e de Tália e Thauanne entrando. Darío ficou em silêncio ao escutá-las, não entendia o som da criança.
-Mamãe, quero o pirulito!- Dizia Thauanne.
Quando ele escutou a menina falar a palavra " mamãe ", sentiu-se traído.
-Depois do lanche, Anne!- Tália estava tensa ao entrar na sala.
Quando se aproximava de casa, deparou-se com a camionete de Darío na frente de casa, não podia acreditar que ele estivesse ali. Porém ao encarar a placa, soube que, sim, era ele. Por incrível que parecesse nos poucos segundos que levou desde o portão até a porta da casa, rezou para que não fosse ele. Não queria que ele soubesse sobre Thauanne! E um de seus temores havia se concretizado: Darío em sua casa ao lado de seus tios.
-Boa tarde.- Cumprimentou ela, mostrando uma tranquilidade inexistente.
Darío encarou a menina sorridente que correu para a senhora:
-Vó, mamãe não quer me dá o pirulito!- Denunciou a menina.
O patrão estava confuso com o que havia descoberto. Tália não sabia o que ele queria, apenas sabia que deveria tirá-lo dali urgentemente. Tio Bira encarava tanto a sobrinha quanto o visitante.
-Cumprimenta o Seu Darío, ele é o chefe da mamãe. Depois vamos para a cozinha, assim a vovó te dá o lanche e depois você pode chupar o pirulito. -Disse a senhora.
A menina olhou desconfiada para ele e logo de aproximou tímida:
-Oi, meu nome é Anne...-Disse dando um beijo no rosto de Darío que não sabia como reagir.
-Oi Anne!- Disse ele surpreso.
Tália em silêncio não conseguia expressar nada diante daquela imagem.
-Vamos, Anne!- Disse a senhora se levantando.
Pegou a menina pela mão e foi saindo da sala, mexendo a cabeça para o marido, indicando que era para ele ir junto com elas.
Darío encarava a Tália. Seu Bira se levantou e disse:
-Depois nos falamos, Darío!- Saiu o senhor.
Quando os dois estavam sozinhos na sala, ele se levantou ficando mais imponente do que já era e disse:
-Quando você iria me dizer que tinha uma filha?!- O tom era duro.

          

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