segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Capítulo 30: Começo do fim

Continuação...
Depois de se recuperar da surpresa, disse:
-Oi Dafne!Que surpresa!-Cumprimentou Darío à irmã.
- Oi, mano! -Cumprimentou a irmã, dando um passo a frente e se jogando nos braços do irmão     
- Oi, mano! -Cumprimentou a irmã, dando um passo a frente e se jogando nos braços do irmão.
Darío a abraçou forte, sentindo-a chorar:
-O que aconteceu, Dafne?!
A irmã apenas chorava, abraçada a ele.
-Seja o que for, a gente vai poder resolver! Ok?!
A irmã depois de escutá-lo, levantou o rosto, olhando-o:
-Mamãe vai me odiar!- falou voltando a chorar.
Darío soube que não seria ali na porta do seu apartamento que conseguiria descobrir o que passava com a irmã caçula. Sua irmã era durona e para que ela chegasse assim em sua casa do nada, afinal não o visitava de nenhuma maneira e aparecer assim tão tarde da noite era porque estava envolvida em  algum problema.
-Vamos entrar, Dafne.
Ela olhou por trás dele e disse:
-Vejo que você está dando uma daquelas suas festas. Estou trabalhando!- disse tentando secar suas lágrimas.
- Você não está atrapalhando nada! Vamos entrar...
Puxou a irmã consigo e fechou a porta, abraçou-a e a levou, passando pelos convidados da sala, indo para o seu quarto. Olhou apenas para Gonzalo e não disse nada.
A mulher que estivera tentando algo com Darío lamentou que ele estivesse com aquela jovem, mas logo se voltou para outro dos amigos do dono da casa.
Ao entrarem no imenso quarto, Darío fechou a porta, isolando o som da sala. A irmã se sentou na cama, levantou os cabelos que iam nos seus olhos e disse de uma vez encarando o irmão:
-Estou grávida!
Darío ficou em silêncio com a notícia por alguns segundos e sorriu:
-Que maravilha! Outro dia estava conversando com a nossa mãe sobre ela ser avó. Ainda disse que era mais provável de você ser a primeira a dar-lhe um neto. - disse sorrindo.
Dafne voltou a chorar.
-Mas o que está acontecendo, Dafne?! É apenas um bebê!- comentou pegando lenços para a irmã.
Depois que ela enxugou o nariz, voltou-se para a irmã e perguntou novamente:
- Você está me deixando nervoso. Diga logo o que está acontecendo.
Ela respirou fundo e disse:
- Eu não quero esse bebê!
Darío abriu a boca surpreso com a fala da irmã e disse:
- Como não quer?! É seu filho!
Ela se levantou nervosa da cama e andou pelo imenso quarto agitada até parar em um canto contrário do irmão e disse:
-Estou grávida de um homem que não quer nenhum filho! Ele não pode saber que eu estou grávida!
Darío passou a mão pela cabeça, tentando controlar o nervosismo que já se instalava naquele, mas foi impossível controlar a ira que se apossava dele:
-Mas que porra é essa?! Você não quer seu filho porque o caralho de um homem filho da puta não quer filhos? Na hora de treparem gostosos vocês souberam! Agora vem com isso que não quer e ele não pode saber?!- dizia furioso.
Dafne se assustou com o comportamento do irmão, mas estava ali para receber apoio e não críticas:
-Se você não pode me entender, então vou embora!- gritou ela, já se dirigindo para a porta do quarto.
- Vem aqui! Você não vai sair assim!- Disse segurando o braço da irmã.
Respirou fundo e tentou se controlar pra não se agressivo com a irmã:
-Desculpe! Não queria me exaltar. Explica melhor essa história...
Darío ao sentir que a irmã de acalmava, soltou o braço dela e a viu sentando-se novamente na cama. Respirou fundo e contou o que estava travado na garganta desde que havia feito o exame de gravidez em casa:
- Ele é casado...- disse sem olhar nos olhos do irmão, voltando a chorar.- E o pior, ele é um dos donos do escritório que trabalho. Estou grávida do meu chefe! Estou repetindo a história da nossa mãe!-iniciou um choro convulsivo.
Darío entendeu o sofrimento da irmã. Por anos a irmã havia apontado o dedo, criticado, humilhado a mãe por ter tido filhos com o patrão. Nunca havia perdoado a mãe. Menospreza a senhora, mas agora estava na mesma posição que sempre desprezou. Assim ele se sentou ao lado da irmã e a abraçou. Dafne não conseguiu parar de chorar.
-Tudo vai ficar bem...
Enquanto os dois irmãos abriam seus corações no quarto, Gonzalo e os convidados seguiram com a festa e dali foi evoluindo...
(...)
No outro dia pela manhã cedo...
Tália abriu a porta do apartamento e viu toda a bagunça peculiar das festas de Darío. Seu corpo ficou tenso... Encontrou uma mulher seminua no sofá da sala dormindo, várias latas de cervejas, copos de uísque, cinzeiros com guimbas de cigarro.  Sabia que não demoraria para que Darío voltasse com aquelas tais festas, mas ainda não podia acreditar que ele estivesse de volta depois de ter proposto que morassem juntos com Anne... O que estava pensando quando a iludiu daquela maneira? Assim foi andando devagar pelo corredor desiludida... Quando chegou na frente do quarto de Darío sentiu um frio na barriga, não queria abrir aquela porta, mas precisava saber se ele havia participado da festa... Uma vez o vira transando com um mulher, aquela dor que sentira ficara marcada em seu coração, mas precisava ver! Colocou a mão na maçaneta e já ia abrindo, quando viu Gonzalo sair do outro quarto abraçado em duas mulheres descabeladas e nuas, sorriram para ela e foram para o banheiro. Certamente não se deram conta de sua presença ali. Tália não podia continuar sem saber sobre Darío... Abriu a porta lentamente e seu coração quase parou ao vê-lo deitado com uma linda mulher abraçada a ele. Seus olhos encheram de lágrimas, um nó na garganta surgiu... Em que parte da história ela havia sido tão inocente ao ponto de acreditar que ele realmente gostava dela? Com essa pergunta que destroçava seu coração, fechou a porta novamente de forma lenta, colocou a mão na boca para que nenhum dos soluços que chegavam com o choro convulsivo  não chamassem atenção. Andou rápido, pegou sua mochilinha, já ia saindo do apartamento quando lembrou -se das chaves dali e, assim, colocou-as em cima da geladeira e saiu. Não precisaria mais delas! 
____________________________________
"E agora José?!"
Será que tem como explicar esta situação?🤔
Espero que tenham gostado dos capítulos de hoje e até o próximo.
😘😘😘
Janete Cléa 




     

Capítulo 29:Até onde isso vai dar?

Continuação...
Antes de dormir depois daquele momento prazeroso de masturbação, Darío mandou mensagem pra Tália. Não queria acordá-la, mas quando começou a analisar sua rotina do dia seguinte, percebeu que ela talvez ficasse com Gonzalo em casa, afinal Darío teria que ir à agência na parte da manhã. Certamente, o amigo pegaria uma praia pela manhã, mas preferia não ficar pensando no momento que ele voltasse para o apartamento e estivesse a sós com Tália. Tinha certeza que não aconteceria nada, sabia o quanto ela era envolvida com ele, mas preferia não deixá -los sozinhos. Não trabalharia em paz. Não gostava de se sentir assim, parecia que estava fraquejando diante dela, mas era mais forte do que ele... Assim escreveu a mensagem:
"Oi Tália. Não liguei pq  era tarde, não queria te acordar. Amanhã vc não precisa vim trabalhar. Estarei fora quase que o dia todo e tudo que vc deixou organizado dá para que o meu amigo se vire. Beijos!"
Logo que enviou, recebeu uma resposta:
"Ok, mas eu não tenho problema de fazer minhas coisas sem que vc esteja em casa. Tem algumas roupas para passar..."
"Posso ligar?"
"Só um momento que vou para a sala, estou com Anne dormindo aqui do meu lado..."
"Ok"
Alguns segundos, Tália ligou pra ele:
- Oi...
-Mandei mensagem porque pensei que estivesse dormindo, não queria te acordar.- disse ele.
- Eu estava acordada, não estou conseguindo dormir...- revelou ela.
-Está acontecendo alguma coisa?!- perguntou preocupado.
Tália não contaria que faltavam poucos dias para o julgamento da irmã. Não contara antes e não contaria agora!
-Nada, não sei porque estou assim...
-Talvez fosse bom procurar um médico!
-Verdade, talvez amanhã, então, eu vá, já que você me liberou do trabalho amanhã.- Brincou ela.
- Você sabe que não precisa deixar de fazer suas coisas, principalmente, cuidar da sua saúde por causa do serviço da minha casa!- reclamou ele.
- Eu sei sim, mas não havia pensando em ir ao médico. Agora que comentou, vou fazer o que está dizendo...
-Melhor!
- Você não vai precisar por esses dias de nenhuma das roupas por passar?
Sabia que ela queria uma desculpa para ir trabalhar, mas ele estava decidido a não deixá-la sozinha com Gonzalo.
- Tenho muita roupa passada. Não se preocupe, tire o dia de amanhã para ir ao médico e ficar com a Anne. E como a sapeca está?
-No momento dormindo, mas demorou pra pegar no sono, ela gosta de conversar. Você deve ter percebido. - disse descontraída.
-E como...Demorou para pegar confiança comigo, mas agora somos os melhores amigos.- comentou orgulhoso.
-Verdade!- riu Tália com um sorriso encantado no rosto. Realmente pai e filha se davam bem mesmo sem saber do laço que os ligava.
- Não vou te prender mais, já é tarde. Amanhã nos falamos.
-Tudo bem! No outro dia, vou bem cedo pra passar.
Era difícil para ela relaxar dos compromissos que tinha como empregada dele e isso muitas vezes o irritava. Parecia que não tinha registrado que eles não eram apenas patrão e empregada!
- Você não precisa vim cedo! As roupas não vão fugir e você não precisa passar tudo num dia. Relaxa, Tália. Se você estivesse aqui, eu saberia uma maneira de deixar você bem relaxada!- disse já com voz sensual.
Tália riu baixo e concordou:
- Você tem razão, as roupas não vão fugir. E é melhor ir dormimos porque já está muito tarde.- desconversou ela.
- Ok, beijo.
-Beijo.
-Mas agora quem vai ficar sem sono sou eu, imaginando a gente juntos...
-Sei...-riu novamente ela e terminou desligando. Não ficava confortável falando sobre sexo.
(...)
No dia seguinte...
Darío passou a manhã todo em reuniões com produtores de diferentes campanha publicitárias, analisando que tipos de modelos poderiam participar de cada uma delas. Os clientes eram os que determinavam as suas preferências para representar a marca que estavam produzindo. E a agência fornecia os modelos que correspondiam aos biotipos que necessitavam, esse era o trabalho de Darío.
Quando já estava perto de dar por encerrado o seu dia de trabalho às treze horas, a secretária avisou que o produtor de um mega desfile havia entrado em contato e pedia retorno. Sem ao menos reconsiderar, pediu a funcionária que comprasse algo para ele comer e ligou para o produtor em questão. Sabia que era importante para a agência que não perdesse nenhum tipo de contrato, seu sócio estava tão alucinado com a relação com Tânia que não podia contar com ele. Em um momento teriam que conversar sobre isso, mas daria mais um tempo para que Bautista organizasse a sua vida. Entendia bem a paixão que o amigo sentia, antes até brincava  sobre o poder que a amante tinha sobre ele, mas naquele momento sabia o que era ser preso por suas paixões. Tinha que admitir que se apaixonara por Tália.
(...)
Darío entrou em seu apartamento muito cansado e com calor, tudo que precisava era um bom banho e uma cerveja bem gelada para relaxar do dia puxado. Havia ido à agência para algumas reuniões pela manhã, mas terminou trabalhando quase até às dezoito horas, porque logo surgiram novas questões para resolver e assim foi ficando. Não encontrou Gonzalo em casa, mas ele era bem crescido e conhecia bem o Rio de Janeiro, assim que Darío nem pensou duas vezes quanto onde o amigo estava. Depois do banho, colocou um shorts de moletom, ligou o ar-condicionado da sala, pegou uma garrafa de cerveja e deitou no imenso sofá da sala diante da TV. Pegou no sono alguns minutos depois. As vozes dos filmes que passaram o fizeram dormir profundamente.
Escutou a porta se abrindo e isso o despertou do sono profundo, não tinha ideia quantas horas estivera dormindo.
- Cheguei agora e você dormindo?! Está pior do que a Bela Adormecida!- disse alegre Gonzalo.
-É o trabalho, está fudendo comigo!- revelou Darío passando a mão no rosto ao mesmo tempo que sentava no sofá.
- Você precisa relaxar!Eu já providencie tudo, encontrei alguns amigos e convidei para uma daquelas festinhas que você gosta!- explicou piscando um olho.
Darío se surpreendeu com o comentário sobre a festa, mas sabia que o amigo certamente iria querer se divertir nas férias, mas não imaginou que seria logo de imediato.
- Chamei um pessoal lindo pra nossa festa!
- Nossa?
Gonzalo percebeu a surpresa de Darío com a festa que ele havia programado:
-Se for incomodar, posso cancelar. Ainda dá tempo...
Darío sentiu que seria antipático de sua parte fazer o amigo cancelar a tal festa, mas não tinha intenção alguma de participar de uma. Sabia para que eram aquelas festinhas e não andava com vontade de sair com ninguém que não fosse Tália. Talvez seu desejo por ela fosse mais forte do que imaginava!
-Sem problemas, apenas vou tomar umas cervejas, mas não conte comigo para mais nada! Ok?
- Ok, Ok! -Gonzalo disse levantando os braços concordando com ele.
(...)
A música era tranquila, muitos dos convidados conversavam tomando e comendo o  que foram servidos por Gonzalo e Darío. Os amigos estavam cercados por lindas mulheres e outros dois amigos de ambos.
Uma linda mulher, que Darío não tinha ideia de quem era, apesar de terem sido apresentados, mas não prestara atenção o suficiente para gravar seu nome, deslizava suas unhas bem feita e grande pelo pescoço dele. Ela contornava uma de suas tatuagens, ele sabia bem qual era a sua intenção, mas isso não o desviava da conversa com os demais, afinal não tinha vontade de transar com ela. Estava mais do que acostumado com mulheres lindas e sensuais flertando com ele... A linda mulher não se deteve, levou sua boca ao seu pescoço, tentando chamar -lhe atenção. Darío se surpreendeu e se afastou da mulher, mas quando pensou em explicar que naquele dia não estava interessado em nada mais do que uma boa conversa, escutou a campanhia.
Gonzalo disse que atenderia, mas Darío o interrompeu:
- Pode deixar que atendo.
Quando Darío se levantou do sofá, olhou para mulher que flertava com ele e sentiu seu olhar de desejo sem nenhum pudor por todo o corpo. Sabia que era um homem bonito! Nunca estivera numa posição em que se negava a algo com uma mulher que o queria. Sempre aproveitara todas as oportunidades...
Quando abriu a porta, seus olhos mostraram surpresa, sua boca abriu e fechou sem saber o que dizer:
Continua ...



Capítulo 28:O amigo

Dias depois...
Tália terminava de deixar uma lasanha na geladeira para quando Darío e o amigo chegassem, tivessem o que esquentar para comer. Tudo estava organizado para que Gonzalo fosse bem recebido ali, assim ela trocou sua roupa e já pegava sua bolsa para ir para casa quando escutou a porta da sala se abrindo e duas risadas alegres entrando pelo apartamento. Darío percebeu que Tália ainda estava ali, então disse:
- Vem Gonzalo, quero te apresentar a Tália.
Os dois homens se dirigiram para o corredor que daria na cozinha e logo se aproximaram. Ela os encarou e esperou ser apresentada:
- Tália, este é Gonzalo, o amigo que comentei. Gonzalo, Tália...
Gonzalo logo se aproximou sorridente para Tália e apertou a mão dela.
- Um prazer.
- Oi, tudo bem? Como foi de viagem?- perguntou simpática.
-Viajar é bom, tirando o aeroporto e o avião, mas fora isso...-disse com um largo sorriso.
- Que bom então que fez boa viagem... - Tália se voltou para Darío e disse: -Deixei tudo organizado. Já estava saindo...
-Obrigado Tália. Você sempre me salvando...
-Então tchau, Gonzalo! - despediu -se Tália.
-Tchau, Tália?- perguntou para confirmar o nome da empregada.
-Isso mesmo! Tália. -Confirmou.
Darío se voltou para o amigo e disse:
- Você já conhece minha casa, se quiser pode ir deixar suas coisas no quarta que você vai ficar e depois tomar um banho. Vou levar Tália em casa e já volto.
Gonzalo franziu a testa surpreso com o comentário, mas não disse nada.
- Não precisa, Darío, eu já estava de saída mesmo...
- Eu vou levar você. - Falou sério, colocando a mão nas costas de Tália levando -a em direção da porta.
Gonzalo ainda parado na cozinha não conseguia entender o porquê do amigo levar a empregada em casa, mas não estava ali para questionar nada. Foi para a sala pegar sua bagagem, indo para o quarto.
(...)
Os dois amigos comiam a lasanha feita por Tália algumas horas depois.
- Que delícia! Venho da Itália para comer comida italiana feita por uma brasileira, mas a maneira como se faz aqui é completamente diferente e ambas formas são deliciosas...
-Verdade. Tália cozinha muito bem mesmo! -concordou Darío.
- Ela é bem gostosa!- disse Gonzalo sorrindo.
Darío sério levantou a cabeça encarando o amigo. Havia entendido, mas não queria ter entendido.
- Você está falando da lasanha ou da Tália?- perguntou ele com a cara fechada.
-Essa Tália é o verdadeiro estereótipo de mulher brasileira. Muito tempo na Europa a gente até esquece como é...- disse sorrindo.
Darío entendeu aonde o amigo queria chegar e foi logo deixando claro:
- Se depender da Tália, é melhor esquecer de como é uma mulher brasileira. Ela já tem dono!
O amigo deixou o garfo no prato e se sentou direito sorrindo:
-Então é isso que estou pensando mesmo? Você está saindo com a empregada? Não posso acreditar!Tanta mulher no mundo e você saindo com a empregada... Isso dá processo por assédio no trabalho...-disse divertido.
- Eu e Tália somos mais do que chefe e empregada! E é melhor pra sua saúde ficar longe dela!- falou irritado.
Gonzalo não aguentou ver o amigo com aquela cara fechada e gargalhou:
-Puta que pariu! Você está de quatro por ela mesmo! E eu que pensei que não veria isso em minha vida! Darío apaixonado! Nossa!- riu novamente.
Darío não lhe respondeu apenas o encarava.
-Tudo bem, pode ficar tranquilo que não vou tentar nada com ela... estou aqui pra me divertir com você e não arrumar um problema. E mulher de amigo meu é homem!- Gonzalo havia percebido que precisava tranquilizar a Darío.
-Estou falando sério!
- Eu sei! Pode ficar tranquilo... Eu tenho amor a minha vida! - Disse com um sorriso sincero.
Darío se deu conta de que o amigo havia entendido que Tália era um território proibido para ele. Assim voltou a comer a lasanha.
(...)
Darío na cama pensava no sorriso de Gonzalo para Tália.  Sabia que ela não havia se dado conta do interesse do amigo dele por ela, mas ele, sim,  percebeu! Cada dia que passava sentia uma necessidade de tê-la somente para si. Nunca fora tão possessivo com uma mulher como estava se sentindo com ela, sempre preferiu viver sua liberdade plenamente e agora estava quase que por completo preso à Tália. Se ela aceitasse morar com ele, ter um filho dele, sabia que seria uma viagem sem volta, não queria algo passageiro. Sabia que uma criança precisava de uma relação estável... E no caso deles, seriam duas crianças... Quando propusera a Tália, não havia pensado bem, fora no calor do momento o convite, mas agora pensava calmo que era possível, sim, estabelecer uma família com ela e Anne. Gostava da menina e cada dia estava mais envolvido por Tália...
Sua mente se voltou para a manhã que passaram juntos nas vésperas da chegada de Gonzalo, sentia seu membro endurecer somente em lembrar -se dos lábios de Tália envolvendo-o. Ela deslizava sua boca faminta por seu pau com tanto prazer que quase se desmanchava apenas por imaginar. Tália, normalmente, era distante, mas apenas no sexo sentia que se conectavam por completo. Sentia que fosse o que fosse que a detinha para se envolver emocionalmente, nos braços dele ela esquecia por completo. Quando o cavalgava, sentia o corpo dela tremer de prazer deslizando para frente e para trás em busca de seu prazer, ele ficara ali teso para ela, massageando seu clitóris e incentivando que ela gozasse. "Isso Tália, roça essa boceta gulosa, vai gostosa". Ela ficava quase que em transe com aquelas palavras, seus olhos escureciam, gemia mais e mais, acelerava os movimentos, necessitava seu prazer e somente voltava a si quando o obtinha. Era lindo vê-la gritar seu prazer... Enquanto pensava no que viera depois, ele deslizava sua mão pelo membro excitado. Ele a colocou de quatro para poder seguir com seu prazer e ao pincelar seu membro pela sua entrada pequena, sentir a amante exaltada pela expectativa da invasão ali o enlouquecia... dominar aquele corpo com prazer, fazia ele se sentir um homem poderoso. E a cada estocada era um gemido que arrancava dela, incentivando-o a ser mais firme e mais intenso com movimentos cadenciados. Dar-lhe prazer massageando o clitóris ao mesmo tempo que entrava e saia de seu pequeno orifício era ter completamente a mente de Tália em si e quando os dois gritavam juntos o prazer obtido, sabia que ela era dele, somente dele! Com aqueles pensamentos, Darío recriava cada gemido, cada prazer, acelerando os movimentos com a mão em seu membro até que jorrou, respirando fundo...
Alguns minutos depois diante do espelho do banheiro, sorriu como um adolescente que se excitada facilmente. Queria Tália com ele! Quando Gonzalo se fosse, a traria para viver com ele definitivamente. Essa foi uma decisão importante e sabia que era a mais acertada...

Capítulo 27:Interlúdio amoroso

No dia seguinte...
Tália abriu a porta do apartamento de Darío e o encontrou sentado numa das cadeiras da cozinha.
-Oi, Darío!
- Oi, Tália...- cumprimentou sem deixar de olhá-la de maneira intensa.
Ela sabia o que passava em sua cabeça.  Também passou a noite ardendo por ele e sabia que ele sentia o mesmo... Tália foi até ele e se inclinou para beijá-lo. Darío, não se fez de rogado, levou ambas mãos  para a nuca dela e a puxou para si. A boca dele envolveu a de Tália de início com uma sensualidade que enlouquecia a amante, os braços dele trouxeram o corpo dela para mais próximo, fazendo com que ela se sentasse em suas pernas de frente pra ele. As mãos grandes foram ao traseiro volumoso dela, puxando-a para si. Darío, apenas de cueca boxe com seu membro excitado, roçava no centro de prazer de Tália. A amante estava com um saia godê que logo subiu à cintura, os seios fartos se pressaram no peito amplio dele. Os dois se beijavam com intensidade.
-Precisei de vários banhos frios ontem...- disse ele a olhando firme a milímetros.
Ela sorriu sem tirar os olhos de Darío. Pensar que ele havia passado à noite desejando estar com ela. Os dois estavam se relacionando há alguns meses, mas o conheci bem e mulher nunca lhe faltou, além de sempre esperar por descobrir que ele estivera com alguém... Ele voltou a se apossar dos lábios dela. Tália sentiu a mão de Darío  desnudando o membro e puxando sua calcinha para o lado.
-Darío, o preservativo...- alertou ela.
- Não se preocupe... - tranquilizou ele deslizando o membro robusto pela entrada dela. - Você sabe que estou limpo.
Tália ficou tensa e se separou dos braços dele.
- Sei que está limpo, mas não quero voltar a me preocupar com uma gravidez.
Quando escutou a resposta dela, separou-se de Tália com um evidente aborrecimento , levantando-se da cadeira e ajeitando a cueca, voltou-se para ela incisivo:
-Qual o problema de ter um filho meu?!
Ela se surpreendeu com pergunta e tentou mostrar tranquilidade:
- Nunca conversamos sobre isso... Eu já tenho uma vida complicada para ficar me arriscando com a possibilidade de ter um filho neste momento!- disse sincera.
- E qual o momento então?!- perguntou tentando conter sua fúria. Sentia -se menosprezado por ela, afinal não pensara para ter Thauanne, mas para ter um filho dele parecia que estava para cometer um terrível erro.
Tália não entendia o que Darío queria realmente.
-Darío, estamos saindo já há alguns meses, sou sua empregada a quase dois anos...- tentava ser o mais clara possível, mas como sê-lo sem contar a verdade?
- E isso impede que tenhamos um filho?!- perguntou ele cruzando os braços na frente do corpo, mostrando o seu nervosismo.
Ela passava as mãos nervosamente nos seus cachos, ele falava em ter filhos como algo simples. Não fazia ideia do que era o compromisso com uma criança.
- Eu não sou sozinha no mundo, você sabe bem que tenho Thauanne. Não posso de um hora pra outra esquecer minha responsabilidade com ela e decidir ser mãe de outro filho.  Nem com você e nem com ninguém. O problema não é você!  Não quero te cobrar nada, como nunca cobrei, mas um filho é muita responsabilidade.
- Eu sei disso, tenho observado sua vida com Anne. Sei que estou indo rápido demais, mas tenho sentido que já posso ser pai. Estamos namorando, tenho convivido com sua filha e estou apaixonado por isso tudo que estou vivendo. Sei que não pareço ser um homem de confiança por tudo que você conheceu de mim, mas sei que percebeu que mudei...
Ela não sabia o que responder, porque realmente havia mudado, ou melhor, parecia ter mudado, mas o medo de se decepcionar era maior do que tudo. Ela fechou os olhos e abriu lentamente, respirou fundo e pediu:
-Me dê um tempo para que eu pense sobre ser mãe novamente... É muito complicado para eu falar que é isso que eu quero agora.
Ele insistiu:
- Eu entendo que é complicado para você pensar em ser mãe novamente por tudo que viveu sendo mãe solteira, mas eu sou homem suficiente para assumir meu filho! Nunca te deixarei sozinha para criá-lo...
Cada palavra dita por Darío fazia com que ela tremesse mais com o medo de como ele reagiria quando soubesse que Anne era sua filha.
-Talvez se morássemos juntos, você conseguiria perceber que a nossa relação é séria o suficiente para darmos o próximo passo. Tenho certeza que Anne ficaria apaixonada em viver aqui, eu assumiria tudo que diz respeito a criação dela...
Tália não podia acreditar que cada um dos seus sonhos estivessem se realizando assim tão de repente, mas era um passo muito largo para ser dado assim sem pensar com tranquilidade.
-Darío, prometo pensar durante essas próximas semanas...
Ele pareceu se sentir aliviado com a promessa de Tália e assim a puxou para si. Não queria perder mais tempo com aquela discussão, queria sentir o prazer que tanto necessitava.
-Vem cá, vamos fazer o que tanto queremos!
(...)
Darío movia seu corpo de encontro ao de Tália penetrando-a com intensidade. As mãos dela deslizavam pelas costas tatuadas dele, apertando-as. Ele beijava o pescoço dela, deslizando os dentes   mordendo delicadamente e gemendo rouco em seu ouvido. Os olhos dela se reviravam de prazer a cada estocada em seu sexo. Darío se levantou um pouco, colocando as pernas de Tália em seus antebraços e assim acelerava os movimentos cada vez mais afoitos. Os dois gemiam com intensidade até que atingiriam o clímax estremecendo nos braços um do outro. Darío a soltou após dar-lhe um beijo molhado e caiu na cama suspirando de prazer, sentou -se e retirou o preservativo, indo ao banheiro. Quando voltou, deitou-se ao lado de Tália e a abraçou pelas costas. Ela silenciosa,uma incógnita para ele:
- Não quero que você se preocupe com a possibilidade de vim morar comigo.- falou tranquilamente, junto ao ouvido dela.- Sei que parece tudo muito louco, sei lá...mas um dia você deve ter imaginado que isso ia acontecer. Eu já não sou mais nenhum menino, deixei de ter a vida de solteiro que você me conheceu tendo... Uma hora teríamos que dar o próximo passo. Você não pensou sobre isso?
Na verdade, ela nunca havia pensado que ele fosse querer realmente algo sério, mas resolveu não dizer o que pensava sobre o que achava sobre ele.  Tinha receio de aborrecê-lo com a sinceridade, afinal ele nunca despertou nela segurança.
Ela deu a volta com o corpo, ficando de frente, olhando-o nos olhos:
- Pensei que talvez você pudesse querer algo sério naquela vez que transamos sem preservativo e só percebemos depois, mas quando descobri que não havia engravidado e te contei, senti que você ficou aliviado...
Ele deslizou os dedos pelos cachos dela, colocando-os atrás da orelha dela:
- Pode ser... mas ali despertou a vontade de ser pai. Não quero te pressionar, mas quero que você pense com carinho...
Ela o encarou séria, veio em sua boca a verdade.

Capítulo 26: Preocupação

Segunda-feira...
Tália já estava se arrumando para ir embora do trabalho. Não havia visto Darío naquele dia, mas na hora do almoço ele ligou para saber como ela estava e explicou que talvez não pudesse encontrá-la por havia muito trabalho por fazer na agência. Pediu a ela que preparasse o quarto de hóspedes para o amigo Gonzalo que chegaria ainda naquela semana. E fora isso que Tália fizera depois do almoço, como Darío não tinha o dia preciso para a chegada do amigo, preferiu deixar tudo pronto logo. No dia seguinte, faria compras para deixar comida para os dois...
Ela já estava se saindo  do prédio quando Darío estacionou no meio-fio e desceu da camionete para  se aproximar dela:
-Consegui chegar antes de você ir.-comentou com ela, inclinando-se para beijá-la na calçada.
Ela recebeu o beijo e assim que ele voltou a encará-la, disse:
- Pensei que não nos veríamos hoje...
-Também pensei, mas já estava me estressando tudo que tive que resolver hoje. Preferi deixar pra terminar amanhã e queria te ver.-explicou com um sorriso.
Tália imaginou que ele ia pedir para voltarem para o apartamento, ela até gostaria, mas havia combinado com a tia de ela passar para buscar Anne.
-Tenho que buscar Anne na escola, já combinei com a minha tia.
-Bom, ele levo você e buscamos ela. Depois podemos ir fazer um lanche...
Tália sorriu com o convite e concordou com a sugestão, os dois se voltaram para a camionete e entraram.
Assim que Darío deu a partida, começou a explicar como seria seus próximos dias:
-Gonzalo deve chegar na quarta ou na quinta, não sei ao certo. O que sei é que nesses próximos dias será complicado para ficarmos juntos e, talvez, eu não consiga um tempinho para passearmos com Anne.
Tália sorriu feliz por ver a importância que ele dava à Anne:
- Não se preocupe, Darío. Quando seu amigo for embora, levamos Anne em algum lugar divertido...
-Isso que pensei. Porque com o Gonzalo aqui terei que fazer companhia a ele e não vai rolar passeios infantis.
Algo no consciente de Tália se despertou com aquele comentário. Havia presenciado as festas que Darío com seus amigos faziam antes...Nada tinha a ver com crianças. Não conhecia o amigo que chegaria, mas, certamente, ele gostaria das tais festas que o anfitrião costumava organizar.
- Ele já conhece o Rio?- perguntou ela contendo a vontade de saber o que Darío pretendia fazer com o amigo para se distrair.
-Conhece, já esteve aqui diversas vezes...
O medo de Tália crescia porque certamente pontos turísticos o tal amigo não precisaria visitar, já que conhecia a cidade.
-Entendo...
- Você vai gostar dele. É muito gente boa...
Ela sorriu sem graça.
(...)
Tália e Anne caminhavam de mãos dadas até a camionete estacionada. Darío as esperava dentro do carro e admirava as duas que conversavam alegremente. Em pouco tempo, ele se acostumara a ter uma criança no meio de um relacionamento e sentia um carinho pela menina que o impressionava.
Tália abriu a porta de trás do carro e acomodou a filha na cadeirinha que Darío havia comprado.
-Oiiii, Darío! -cumprimentou a menina alegre.
-Oi, Anne. Como foi na escola?- Perguntou ele se virando para falar com a menina.
- A tia brigou comigo porque eu gritei com o Gustavo!
- Anne não pode gritar.  O que eu e a tia já falamos, filha?- retrucou Tália olhando de forma severa para a menina.
-Mas mãe... ele disse que eu era namorada dele!
Darío arregalou os olhos surpreso com o comentário da menina. Já havia percebido que Anne falava como se fosse uma adulta, mas ainda assim se surpreendia com ela tinha desenvoltura para se comunicar.
-E o que a mamãe disse ontem ?- relembrou a mãe.
- Que o Darío não pode ser o meu namorado e nem o meu tio! Eu disse pro Gustavo que sou muito menina pra namorar!- falou cruzando os bracinhos com convicção.
A explicação da menina incomodou a Darío. Não esperava que Tália proibisse a filha de chamá -lo de "tio"! Nunca havia tido tanto contato com o filho de um mulher com que ele saísse, mas pelo que observava no dia a dia era ser normal a filha da namorada chamar o namorado da mãe de tio.  Será que Tália não o levava a sério o suficiente para deixar que Thauanne o chamasse de tio? Ficou com o ego ferido.
-Isso aí! Quando chegar em casa vou ver se a tia mandou algum bilhetinho sobre a senhorita...
-Mandou não, mamãe! Eu sou boazinha...
- Sei...
(...)
Darío as levou para o Norte  shopping, foram a uma lanchonete, em que o que mais interessava à menina era o brinquedinho do lanche. Enquanto comiam, Darío ria das estripulias da menina. E quando percebeu que ela estava um pouco mais tranquila, fez questão de comentar:
-Esta semana, não poderemos passear porque um amigo meu vem me visitar, mas semana que vem a gente passeia pra onde você quiser. Deixo que você escolha. Tudo bem?- perguntou a ela.
-Vem de onde?- pergunto a menina concentrada no refrigerante.
-De um lugar chamado Milão...
- Melão?
Darío gargalhou, Tália corrigiu a menina:
- Milão, filha! Melão é uma fruta.
-É longe?
- Um pouquinho...-Respondeu ele.
-Ahhh tá!
Logo ela voltou a se concentrar no brinquedo novamente. Darío se voltou a Tália e perguntou:
- Você avisou a sua tia que iríamos comer algo? Porque ela pode estar preocupada...
- Quando você foi comprar o nosso lanche, liguei pra ela. Assim ela não se preocupa e não deixa o jantar pra gente...
Darío sabia que a menina estava concentrada na brincadeira e por isso resolveu inquerir Tália:
- Não entendi o porquê ela não pode me chamar de tio. O que tem de mal ?
Tália se surpreendeu com a pergunta e com o olhar sério de Darío. Não esperava que ele tivesse prestado atenção naquele comentário da menina, aliás, não esperava que isso o incomodasse. Darío não era aquele tipo de homem!
Antes que Tália começasse a falar, Anne tomou a frente surpreendendo aos dois que pensavam que ela não estava focada na conversa deles:
- Você não é o meu tio. Só posso chamar o tio Bira e o tio Henri de tio porque eles são da nossa família, não é mesmo, mãe?!
Tália não sabia o que responder para um Darío sério esperando uma resposta e um Anne que já havia se voltado novamente para o brinquedo.
Tália riu sem graça e se concentrou em Darío:
- É complicado para ela entender quem é família, quem não é, por isso que disse isso. Espero que isso não o incomode...
Darío estava mais incomodado do que ele próprio esperava, mas podia imaginar que era complicado para uma mãe solteira criar seu filho. Assim fora com sua mãe até que descobriram a paternidade dele e da irmã. Mas mesmo assim se sentia excluído e isso o irritava.
- Não me incomodou.  Fiquei curioso apenas. -mentiu.
(...)
Anne já havia entrado no quintal da casa quando Tália voltou para a camionete para se despedir de Darío. Ele ficara silencioso depois da conversa na lanchonete e ela não entendia o porquê.
-Então amanhã vou fazer umas compras pra deixar a geladeira com o que você vai necessitar para receber seu amigo. Também quero deixar algumas comidas congeladas para vocês.- explicava ela sem se dar conta do olhar sério dele sobre ela.
Darío havia soltado o cinto de segurança e estava de lado no banco do carro voltado para ela, prestava atenção em tudo o que ela dizia, mas não escutava nada. Seus sentidos estavam todos concentrados na boca de Tália enquanto ela explicava... Não gostava de se sentir excluído da vida dela, a vontade que tinha era levá-la dali naquele minuto e fazê-la gozar durante toda a noite. Talvez fosse infantilidade de sua parte, mas sentia que ela realmente estava envolvida por ele apenas quando estava em sua cama. Fora dali, ela se distanciava.
-Darío, você está me escutando?
- Como?
-Queria saber se você tem sugestão de alguma comida para que eu faça amanhã...
-Estou pouco me fodendo com o que você cozinhe, Tália.  O que eu quero mesmo é essa sua boca!- Mal terminou de fala e enfiou os dedos nos cachos dela, puxando-a para si.
Os lábios dos dois se tocaram com intensidade, a boca grande dele quase que engolia Tália. Ele a pressionava junto ao seu corpo, apenas, puxando-a pela nuca. A fome que ele sentia por ela, inflamou Tália que correspondia a voracidade daquele beijo. Os dois roçavam suas línguas com muito desejo...Ela levou os braços para os ombros de Darío e o abraçava desejosa. Quando ele a soltou por alguns segundo, escutou-o dizendo bem próximo a boca dela:
-Quero foder você à noite toda, Tália!
- Eu preciso entrar...Também queria passar a noite com você, mas agora é impossível...- Disse ofegante.
-Imagino que Anne já esteja curiosa para saber porque não entrou...- Disse tentando controlar o desejo que sentia.
-Verdade...
- Eu vou deixar você descer, mas amanhã na primeira hora que você chegar, estarei esperando... Vou passar a manhã toda com você!
Ela sorriu com a promessa é concordou com a cabeça, levando os lábios para os dele novamente.