quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Capítulo 8: Antes da viagem

Quarta-feira vésperas da viagem...
Darío com alguns amigos resolveram relaxar no final da tarde num bar na Gávea . Era um lugar em que aquele grupo sempre frequentava, afinal era um local descolado, tinha ótimos bolinhos de bacalhau e boa localização.
Os amigos riam do último comentário de Bauti, amigo e sócio de Darío. Bautista como ele também fora modelo internacional. Os dois haviam se conhecido na Europa durante os vários desfiles que participavam. Darío era bem mais jovem que o outro, mas fizeram uma linda amizade e quando Bauti se aposentou das passarelas e voltou para o Brasil de vez, sugeriu que abrissem uma agência de modelos, já que ambos conheciam bem a carreira e possuíam diversos contatos. Assim fizeram! Hoje Darío ainda era convidado para alguns trabalhos esporádicos e aceitava, já o sócio não! Tirando às vezes que a namorada de Bauti necessitava de sua colaboração em algum desfile que ela produzia por ser designer de moda. Assim que se podia dizer que o sócio e amigo apenas participava de desfiles feitos pela marca de Tânia Maldonado.
-Não vejo a hora de pisar em Milão! Amo aquele lugar, amo as italianas...-Disse Darío sorridente.
-A Milão, às italianas!- Brindaram o grupo rindo, levantando aa canecas de chopp.
-Eu amo as italianas!- Comentou matreiro Bauti.
Darío que olhou para a porta do bar diz:
-Ihhh, acho que alguém não vai gostar de saber dessa história de "Eu amo as italianas"!- Comentou sorrindo.
-Quem?- Perguntou Bauti sem saber de quem o amigo falava.
-Olha quem chegou!- Rodrigo, um dos amigos, indicou.
Todos sabiam que Bauti saía com Tânia. E a mulher estava ali se dirigindo para a mesa do grupo. O Grupo estático com a presença exuberante dela, já Bauti se virou para entender do que o amigo falava, mas não tem tempo de reagir ao ter sua tulipa de chopp agarrada pela mulher que despeja todo o conteúdo em cima dele. Darío gemeu com a atitude dela, mas não pôde segurar a gargalhada. O grupo tambem explodem em riso diante de Bautista aturdido e uma mulher furiosa que gritava:
-Você quer saber o quê está acontecendo, seu filho da puta ?Isto está acontecendo !-Disse Tânia que deu a volta indo em direção a saída do bar.
O bar inteiro estava aturdido com o comportamento intempestivo da mulher, mas Bauti reagiu rápido e sem falar nada de levantou e correu atrás dela, segurando o braço dela aos berros:
-Você ficou mais LOUCA do que já é , PORRA ?!
-Me solte e vou te mostrar a louca!
Darío já se levantava para tentar deter os dois amigos, já que por intermédio de Bautista, ele fizera amizade com Tânia. Achava que a mulher era um furacão, completamente diferente do tipo de mulher que ele gostava, mas era a mulher que o amigo era louco por ela. Já havia cansado de falar que aquela mulher desestabilizava ao sócio e ele concordava, mas era só ela aparecer que ele ficava cego.
Antes que Darío conseguisse sair da mesa, viu o gerente falando com a dupla. Não era possível escutar o gerente porque falava baixo com o intuito de diminuir os ânimos do casal, já Bauti não se importou com o espetáculo feito por eles e falou em alto e bom tom para que todos escutassem:
-Você acha que pode aparecer ,fazer uma entrada triunfal ,atirar chopp em mim ,falar meia dúzias de palavras sem sentido e sair como se fosse uma lady ?! Vamos conversar como pessoas normais e adultas agora .-Disse ele puxando ela para outra mesa.
Darío voltou a se sentar e comentou:
-Tânia vai enlouquecer o meu amigo!
Rodrigo comentou:
-Com aquele corpo eu já estaria louco!
- Quantas mulher tem com aquela bunda?!- Perguntou Sávio irônico.
Eles riram do comentário sincero
Darío logo pensou em Tália. Como a maioria dos brasileiros a preferência pela parte traseira da mulher era unânime, ele também se incluía ao fascínio pela bunda generosa. Tália correspondia ao fetiche que Darío possuía, afinal ela tinha um lindo e grande traseiro, que o deixava excitado apenas em lembrar como era bom estar enterrado ali.
- Ela aceitou sentar com Bauti. Ele é corajoso mesmo! -Comentou Romeu, outro amigo, tirando Darío de seus pensamentos lascívios.
Assim ele passou a prestar atenção ao que ocorria na mesa do amigo, já de cara era hilário vê-lo pingando chopp sentado com um olhar feroz diante da namorada. Darío acreditava que tirando a si próprio, que estava se divertindo com toda a situação, os demais clientes e os garçons estavam apreensivos com o que poderia acontecer a mais com o casal.
Alguns segundos depois, Tânia volta o seu olhar para os amigos que olhavam curiosos, assustando a eles quando arremessou o saleiro nele. A surpresa foi grande com a ação da mulher, Romeu que havia sido atingido com o pequeno objeto disse um palavrão alto, os demais não conseguiram conter o riso, gargalharam alto ao escutar ela gritar:
-ESTÃO OLHANDO O QUÊ?!
Darío viu que o casal ao lado de Bauti e Tânia que também olhava ,desviou  o olhar imediatamente  quando escutaram ela gritando com o grupo dele. Alguns garçons que estavam próximo a cozinha entraram no ambiente com medo de que sobrasse pra eles. Tudo era surreal para Darío, não conseguia entender como o amigo podia aceitar toda aquela situação, por aquelas coisas que ele preferia ficar sozinho. Sexo nunca lhe faltava! Se fosse para ter um relacionamento, que fosse tranquilo.
Darío já pensava em se levantar quando vê Tânia dando um pequeno tapa no rosto do amigo e o amigo sorrindo. Realmente o casal de amigos era bem estranho para ele. Os dois já haviam passado de todos os limites... Não se deteve, não ficaria ali assistindo aquela loucura toda. Se despediu dos amigos e saiu do restaurante sem  virar para trás.
Quando deu a partida na caminhonete, viu os amigos se pegando prensados no carro. Riu Darío com o comportamento dos dois e saiu do estacionamento.
(...)
Depois de quase uma hora, chegou ao apartamento e se surpreendeu quando percebeu que Tália ainda se encontrava no ambiente. Ele a encontrou indo para o seu quarto com algumas camisas nos cabides. Ela o olhou sem mostrar surpresa e o cumprimentou apenas dizendo:
-Oi, Darío! Já estou terminando. Resolvi ficar até terminar de colocar suas roupas em dia, talvez você queira levar alguma dessas roupas para a viagem...
-Oi,Tália! - Ele cumprimentou esperando ela entrar no quarto. -Sem problema...Não está muito tarde pra você?
-Nada! Pego o ônibus e depois o BRT...
Foi atrás dela enquanto ela comentava, era impressionante o quanto a empregada o excitava sem ao menos perceber. Ele a observava colocar cada camisa arrumada de acordo com as cores. Ele gostava que as roupas ficassem organizadas indo do tom branco até o preto em ordem crescente de tons. Tália entendeu a necessidade que ele tinha da ordem das roupas e organizava como ele gostava. A jovem com a roupa que costumava usar para trabalhar deveria ser discreta, mas para ele nada que ela pusesse era discreto. E assim ficou admirando a empregada se movendo de costas para ele até ela se voltar quando terminou.
Tália observou o olhar sensual que ela lhe dava. Parecia que era um código entre eles quando ela sentia a cor dos olhos dele mudando, sabia o que estava por vim depois...
-Você me dá tanto tesão, Tália!- Disse ele sem deixar de olhá-la.
-Já conversamos sobre isso, Darío!- Disse um pouco relutante.
A voz dela relutante dava margem para que ele se aproximasse sem desviar o olhar. Eles sabiam o desejo que existia entre os dois. A atração era mais forte do que qualquer lógica...
Darío se aproximou de Tália e deslizou suas  mãos grande pelos braços nus dela, a jovem levou as mãos para o peito dele. Ele aproximou o rosto do dela e levou a boca a orelha dela, falando rouco:
-Só mais esta vez, Tália...
A hálito quente dele em sua orelha a fez gemer baixinho. A decisão dela ia se diluindo cada vez que ele se aproximava... Darío levou sua mão a nuca dela e a puxou o corpo dela para si, mordendo o pescoço da jovem e logo sugando a orelha.
-Hummmmmm!- Gemeu ela.
- Não negue o que você quer!- Dizia ele.
As certezas de Tália se dissolveram com esta última frase e passou os braços pelas costas dele, deslizando suas unhas por ali. Darío gemeu ao sentir a aceitação e antes de começar a retirar as roupas dela, levou sua boca a de Tália e com paixão passou a beijá-la. Os lábios dos dois se envolviam em uma entrega apaixonada, suas línguas dançavam se enroscando uma na outra. Quando se desvencilharam, olhando um para o outro excitados, a jovem  sem se perder em seus pensamentos, que insistia para que não se deixasse envolver novamente, levou as mãos ao corpo dele, levantando-lhe a camisa. Retirou a primeira peça de roupa e logo passou a beijar o peitoral liso dele, lamber cada uma de suas tatuagens.
-Porra...-Gemeu ele excitado.
Ela enquanto acariciava seu abdômen, passou abrir sua calça e já tocando seu membro que cada vez ficava mais rígido.  Acariciava o membro excitado dele enquanto beijava o pescoço do patrão. Darío acariciava os cabelos cacheados de Tália, deliciando-se e a incentivando a seguir venerando-o. Quando sentiu os lábios dela sugar forte seu pescoço, gemeu forte:
-Hummmm. Você consegue me enlouquecer, Tália!
Assim Darío se distanciou para se livrar rapidamente do tênis, calça e cueca. Tália assistia ele se desfazendo da vestimenta e ao se sentar na enorme cama,puxou-a para ele fazendo com que levantasse a blusa. Tália retirou a blusa e logo o sutiã. Darío passou a beijar intensamente os seios fartos dela. Ela gemeu alto, acariciando a cabeça dele.
-OHHHOHHHHH.
Ele sugava intensamente cada um dos mamilos dela, deliciando-se com os gemidos de Tália. Ela levou as mãos pelas costas dele de cima pra baixo até que sentiu os seus mamilos livres daquele prazer recebido.
-Me cavalga Tália. - Disse ele, olhando para cima sem deixar de fixar os olhos nos dela.
Ele sabia pelo olhar dela que queria seguir e assim ele se debruçou na cama para abrir a gaveta da mesinha de cabeceira e retirou um preservativo. Ela retirou o preservativo das mãos dele e se ajoelhou em sua frente e antes de vesti-lo, lambeu a glande robusta enquanto manuseava o corpo do membro rígido.  Darío que não retirava os olhos das carícias da amante, gemia enlouquecido:
-Ohhhhhh. Porraaaa!
Ela passou a sugá-lo com vontade até que se deteve e vestiu o preservativo no membro úmido. Antes de se levantar, mordeu delicadamente a virilha de Darío:
-Ahhhhhhh! Vem aqui, vem!- Gemeu ele.
Ela se levantou ajudada por ele e esperou que ele retirasse a a bermuda e a calcinha de uma vez, ficando completamente nua e logo se acomodou em seu colo sobre o olhar atento de Darío, que mordia os lábios de excitação. Ele segurou seu membro e direcionou para dentro do sexo de Tália:
-Hummmmm.
Os dois envolvidos pelos movimentos, que Tália passou a fazer sobre o colo de Darío, não  controlavam seus gemidos que ecoavam naquele amplo  ambiente, aceleravam os movimentos em buscar do prazer máximo. Ele segurando em seu traseiro redondo, forçando o quadril dela para frente e para trás ao mesmo tempo que sugava um dos seios. Tália acariciava sua cabeça com os cabelos extremamentes curtos, revirando os olhos de tanto prazer...
-Hummmmm, ohhhhh!
A paixão do dois os consumiam a cada movimento e carícia feita que como uma pequena explosão os dois alcançaram o êxtase gemendo:
-OHhhhhhhhhh!- Gritou Darío.
-Hummmmmmmm!
Os dois arfafavam com o êxtase sem desviar o olhar. Tália gostaria de ser o tipo de mulher que tem o controle sobre o seu corpo em se tratando de quando estava com o homem que era apaixonada, mas não era. Somente ela sabia o que era ansiar por alguém e não tê-lo. Assim se levantou do colo de Darío e ele olhando cada movimento de Tália, disse:
-Você precisa realmente ir hoje?- Perguntou ele, surpreendendo-a.
-Claro!
-Não quer ficar?
Tália nunca havia passado a noite com ele, a surpresa do convite fez com que ela o encarasse sem dizer nada, mas seus pensamentos foram direto para a filha. Todas às noites dormia com a Thauanne, dormir ali por mais que fosse extremamente excitante para ela, não era uma opção:
-Preciso ir, Darío!- Disse se levantando agitada.
Ele olhou a hora e decidiu, novamente, surpreendendo-a:
-Eu levo você!
Continua...

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