sábado, 8 de setembro de 2018

Capítulo 7: Como tudo começou

Thauanne dormia tranquilamente ao lado de Tália. Assim que a menina dormiu, a mãe se levantou da cama, tentando não acordá-la. Todos os dias, Tália fazia a menina dormir depois de brincar bastante. Anne  exigia muito de sua atenção e a mãe fazia de tudo para suprir toda atenção requerida pela filha. 
Quando chegou na cozinha para pegar um copo de água, Tália encontrou tia Dolores sentada com um copo de cerveja na mesa. Os tios, no final de semana, abriam uma cerveja e compartilhavam à tardezinha. Parecia o momento que eles se interligavam com o passado, mas ao ver tia Dolores sozinha na cozinha tomando a bebida, de imediato veio a ideia de que ela estava usando a bebida para esquecer ou apaziguar suas emoções.
-Tomando uma cervejinha, tia? Nem convida!- Brincou Tália.
-Anne já dormiu?-Perguntou tia Dolores.
-Já sim, hoje ela estava elétrica...-A sobrinha encarou a tia tomando sua cerveja com um ar tristonho. -Está acontecendo alguma coisa,tia?-Perguntou ela,sentando-se na frente da senhora.-Acho que vou tomar um copo dessa cerveja também. -Disse indo buscar um copo dentro do armário.
Assim Tália colocou um pouco da cerveja no seu copo e ficou encarando a tia, não estava com vontade de beber, mas queria acompanhar a tia. No entanto sabia que aquele ar triste da senhora aparecia sempre quando se lembrava da filha falecida, por isso resolveu fazer companhia a ela, dessa maneira tentaria amenizar o sofrimento de tia Dolores. Não gostava de vê-la triste e muito menos sozinha.
-Então me conte o que está fazendo com que tenha essa carinha. Conheço a senhora de outros carnavais,Dona Dolores!- Brincou Tália piscando um olho cúmplice.
-Você me conhece, né filha?! Hoje, meu coração amanheceu apertadinho... Não sei o que está acontecendo. A última vez que senti isso foi nas vésperas de Joana descobrir aquela doença miserável. -Explicou a tia com os olhos cheios de lágrimas. -Estou com medo de acontecer algo com vocês!
Tália levou a mão a da tia e apertou:
-Fica tranquila,tia! Estamos vendendo saúde e a senhora não pode ficar sofrendo por antecipação. Conversou com tio Bira sobre isso?
Tia Dolores era aquele tipo de senhora que costumava ter sinais premonitórios. Talvez, fosse parte de lendas que existia em toda família, mas sempre que ela comentava estar com "o coração apertadinho", a família já se preparava para que algo acontecesse. Infelizmente, ocorria algo ruim. Foi assim quanso Joana descobriu o câncer e nas vésperas dela falecer também. Tio Bira também contava que quando a mãe de Tália e Tula estava por morrer, tia Dolores também teve aquela premonição...Desta vez, a sobrinha esperava que nada de errado acontecesse com eles e que tudo fosse apenas mais a saudade que a senhora sentia da filha.
-Sabe como o Bira é...disse que estou estranha desde que senti há alguns meses que algo passava entre Tula e o Henri. Sabe que ela não conta nada, mas tenho certeza que eles não estão bem como antes!- Confessou ela.
-Tia não pode ficar imaginando o que está passando com eles. Quando Tula precisar de ajuda, ela vai dizer!
-Igual a você?!- Questionou a senhora.- Vocês duas são idênticas: sofrem caladas, mas eu sei quando as minhas meninas não estão bem!
Tália sabia que a tia dizia a verdade, tanto ela quanto a irmã procuravam poupar tia Dolores sempre. Passassem o que passassem, somente, contavam algo depois que tivessem resolvido ou quando não tinha nenhuma outra alternativa. A sobrinha tomou o restante final do seu copo de cerveja e se levantou,beijou a tia e disse:
-Descansa tia! Não gosto de ver a senhora triste. Hein!
E assim voltou para o quarto, deixando a tia que já se levantava para colocar o copo na pia. A senhora resolvera dormir ou pelo menos tentar...Com Tália passava o mesmo: tentaria dormir o quanto antes, mas seus pensamentos giravam em torno da família e do patrão. Não gostava de sentir, por mínimo que fosse, o sofrimento de tia Dolores. Talvez o medo de perder a senhora como havia passado com a mãe, aterrorizava à Tália. Já com relação a Darío era complicado lidar com a paixão que sentia por ele sem se sentir uma verdadeira tonta. Quantas vezes jurou para si mesma que daria um basta naquela relação? E na semana seguinte ou no próximo dia que encontrava Darío, apenas por sentir o hálito doce dele em sua nuca, desmachava-se. No fundo, sentia vergonha de ser assim, talvez por isso não comentava com a tia e nem com a irmã sobre o caso com o patrão. As duas eram mulheres fortes e decididas, ela gostaria de ser como a tia e Tula...
A imagens do passado assim que começou a trabalhar no apartamento de Darío vieram como cascatas sobre si:
" Ela passava o aspirador de pó no imenso sofá aveludado sem se dar conta de que o patrão passava do quarto para a cozinha. Quando ela, que estava inclinada sobre o móvel se levantou, pegou Darío encarando desavergonhadamente seu traseiro. Tália não esperava aquele comportamento e tentou fingir que não havia ficado desconcertada com o olhar sensual. Ele com um sorriso sensual  voltou ao seu percurso como se nada tivesse acontecido; já ela havia passado dois dias ou mais pensando naquele olhar.
Algumas semanas depois, estava guardando algumas comidas para congelar na parte do freezer acima da geladeira e sentiu a presença dele bem próximo as suas costas. Quando ela se voltou, deu de cara com ele bem próximo a ela. Seu corpo arrepiou de forma automática. Ela o encarou séria e ele permitiu que saísse de seu cerco. E como se nada tivesse acontecido, ele retirou uma garrafa de iogurte da geladeira, abrindo ali mesmo e bebendo sobre o olhar atento da empregada. Tália sentia a atração entre os dois como se fosse as ondas magnéticas entre dois imãs.
No primeiro domingo que ele pediu a ela que fosse para resolver a bagunça que se formou em seu apartamento em virtude das famosas "reuniões " dadas por ele, foi que Darío passou de olhares, quase encostar nela, deslizar a mão "sem querer" pelo braço dela para um contato mais incisivo. Quando estava terminando de lavar a louça, sentiu o corpo grande dele bem próximo ao dela e quando ia se virar, ele a pressionou levando o rosto para a nuca:
-Você sente o que sinto?- Perguntou ele, dando-lhe pequenas mordidas.
Tália com seu corpo extremamente excitado ao sentir os dentes dele apertando sua pele, tentou fechar a torneira.
-Você também quer que isso aconteça?-Perguntava ele com voz rouca em sua orelha enquanto roçava seu corpo no dela.
Tália dar volta nos braços dele, encarando-o. Não precisava dizer nada, seu olhar já lhe denunciava. Darío percebeu o quanto ela também o queria e devorou sua boca com um beijo afoito. Ela acariciava sua nuca enquanto respondia aquele beijo. Ele sugava seus lábios desesperado, arrancando gemidos da empregada. Darío a voltou novamente para a pia e eufórico desceu a bermuda, juntamente, com a calcinha dela. Tália se deu conta do passo que estava dando, mas o desejo que sentia pelo patrão impediu que dissesse não. E quando sentiu as mãos grandes tocando seus seios por sob a camiseta, envolvendo seus seios fartos, somente pôde gemer manhosa. Darío sem pressa passou a acariciar o corpo de Tália apaixonadamente, como se sentisse um extremo prazer pelo corpo volumoso dela. Ela dançava seu quadril roçando no quadril rígido dele, sentia o membro já excitado coberto pelo shorts. Era impossível não senti-lo. Quando ele puxou os bojos do sutiã por baixo da camiseta larga dela, ela gemeu alto por sentir os dedos apertando-lhe os mamilos:
-Hummmmm,hummmmm,Daríoooo!
-Porra, você é muito gostosa, Tália!- Gemia ele em seu ouvido.
Ela fechou os olhos se lembrando de algo do seu passado, mas logo voltou a si quando sentiu ele se afastar para se cobrir com o preservativo. Aquele seria o tempo necessário para que ela voltasse atrás com a loucura de transar com o patrão, mas não podia negar o desejo que sentia por ele e a necessidade de prazer. Darío voltou para ela e sem constrangimento, levantou um das pernas dela colocando na beirada da pia e assim foi penetrando o sexo desejoso de Tália.
-Ohhhhhhhhh!- Tália gemeu intensamente.
-Hummmmmm...
Darío ao se ver todo dentro dela, passou a mover seu corpo a princípio lentamente como se deliciando por ver seu membro deslizar para a dentro do sexo úmido de Tália. A jovem exultava de paixão, desejando que ele acelerasse os movimentos, seu corpo pedia prazer imediato, mas o patrão não tinha pressa, deslizava a mão pelas costas por baixo da camiseta, acariciava seu traseiro avantajado ao mesmo tempo que se movia lentamente para dentro e para fora do sexo de Tália. Ela gemia manhosa:
-Hummm, ohhhhhhhh...
Darío sentiu que chegava a hora de buscar o êxtase então cravou suas mãos grandes na cintura da amante e passou a acelerar as estocadas. Tália  gemia a cada uma delas, sentindo o prazer que se aproximava até que a necessidade era maior do ela, que levou uma das mãos ao seu clitóris e mal começou a tocá-lo, demanchou-se em prazer:
-OHHHHHHHH!
Darío seguiu se movendo em busca do seu prazer, gemendo alto até que estremeceu apertando o corpo de Tália junto ao seu:
-Hummmmmmm, ohhhhhhhh!"
A partir daquele domingo, aqueles momentos passaram a suceder não com a frequência que ela gostaria. Ela não sabia quando ele a buscaria, muitas vezes passava mais de uma semana sem vê-lo, outras vezes quando estava envolvida com o seu trabalho, ele aparecia... Mas nunca determinaram o que tinham como algo importante. Ele sempre, sem palavras, mostrava que eles tinham o que necessitavam, prazer e só! Não esperava mais dele, porque se via tão diferente da vida que Darío era acostumado a viver. O que passou a lamentar com o tempo foi que não conseguia ter olhos para nenhum outro homem, não tinha um relacionamento com Darío e também não buscava com mais ninguém. E com o tempo se deu conta de que já estava perdidamente apaixonada por ele. Um de seus maiores erros!

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