Continuação...
Tália mesmo nervosa com a presença de Darío continuou passando a roupa, sabendo que ele a olhava.
-Nunca mais vi você...- Comentou ele.
- Percebeu que eu tenho vindo fazer o meu serviço. Né? -Falou de forma arrogante.
-Você acha que não sei distinguir uma casa limpa de uma suja?!- Darío se mostrou irritado com o comentário de Tália.
Ela o olhou séria e desviou o olhar, não queria discutir com ele por nada. Estava aborrecida consigo mesma por ser tão tonta ao ponto de se apaixonar por ele, mas ele não tinha culpa. Ou será que tinha? Esses eram os pensamentos de Tália enquanto se desligava da presença do patrão ali.
-Você vai continuar me ignorar? - Perguntou ele se aproximando dela pelo lado contrário a tábua de passar.
Ela desligou o ferro e o encarou com cara de poucos amigos e disse :
-Não sei o que você quer,Darío! Está vendo que estou trabalhando...
- Quero conversar apenas...-Esclareceu com um jeito manso.
-Conversar sobre o quê?! -Perguntou enfática.
-Sobre a nossa última conversa, você disse que não queria mais nada comigo...
- Você tem pouca memória! Essa foi a nossa penúltima conversa, a nossa última, eu terminei indo pra cama com você. E estou muito arrependida...- Explicou ela o olhando séria.
Darío se aproximou devagar, colocou as mãos sobre a tábua de passar e com os olhos claros vidrados nela, sorriu:
-Você sabe que o tesão que temos um pelo outro não se desliga como se fosse um eletrodoméstico.
Ela não desviou os olhos dele e falou mostrando uma segurança que não existia:
-Eu decido o que quero pra minha vida!
Ele riu irônico e aproximou seu rosto a centímetros dela, lambeu os lábios de forma sensual, mostrando que não acreditava na firmeza mostrada por Tália:
-Se eu encostar em seu corpo, você se derrete toda, Tália!-Disse irônico.
Ela não queria reconhecer que era a pura verdade o que ele dizia. Infelizmente, não estava forte o suficiente para se distanciar dele como gostaria e olhou para outro lado, não conseguia olhá-lo fixamente.
-Desvia os olhos porque eles denunciam você. Sei que quer que eu leve você para o meu quarto...-Dizia com sua segurança de costume e com o seu sarcasmo usual.
Tália queria rebater e dizer que não era verdade, mas apenas por tê-lo tão próximo e com aqueles olhos azuis vidrados nela era impossível negar a atração que sentia pelo patrão.
-Por que não admite que você gostou das vezes que ficamos juntos tanto quanto eu gostei?- Falava com voz rouca.
Tália se recriminava por ser tão fraca diante dele.
-Eu não quero mais...
Ele passou a língua pelos lábios dela sem deixar de assistir a sua reação. Sabia que a guerra que a empregada travava contra ele, era mais uma batalha íntima, porque ela não resistia a ele...Seus pensamentos e sua sedução foram interrompidas pela sensação de ardor que sentiu em uma das mãos que Tália terminara de queimar com o ferro.
-PUTA QUE PARIU! FICOU LOUCA?! - Gritou ele se distanciando dela surpreso e tentando conter a queimadura.
Ela o olhou surpresa por ter queimado ele, mas feliz por sua coragem:
-Disse que não queria mais e você fica insistindo!- Falou ela nervosa e arrancando o ferro da tomada e já saindo da cozinha.
Ela tentava fugir do olhar quase que assassino de Darío, mas ele ,mesmo sentindo queimação em sua mão, agarrou o braço dela e a puxou para si:
-Você vai aonde ?! Terminou de me queimar como uma louca e pensa que pode sair assim ...Ainda não acabei com você!
E com força a puxou para a mesa da cozinha e apertou o seu corpo grande no dela, mostrando o quanto estava excitado.
-Você diz que não quer, mas sabemos que não é assim...
E com essas palavras, abriu cada um dos botões de sua blusa, puxando o sutiã para baixo. Seus seios fartos saltaram diante de Darío, que passou a devorar um deles. Ela fechou os olhos e mordeu os lábios para conter o gemido de prazer, mas ele não se importava com a luta interna que ela travava, apenas sugava ora um ora outro mamilo. Não queria que ele soubesse o quanto estava desfrutando, mas quando ele levou a mão para o zíper da bermuda dela e a abriu, beijando seu pescoço, mordendo carinhosamente.
-Hummmmmmm, Darío!- Gemeu ela sem conseguir suportar por mais um tempo aquele prazer.
Ele inseriu a mão grande dentro de sua calcinha e passou a tocá-la, ciente do desejo molhado dela. Sem desgrudar os lábios dos dela, sugando o lábio inferior de Tália e forçando sua língua entre os lábios dela. Suas línguas se enroscavam, sufocando seus gemidos , os dedos de Darío se moviam com intensidade.
-Ohhhhh!- Tália conseguiu expressar seu prazer se soltando dos lábios de Darío.
Ele a encarava sem deixar de mover seus dedos na vulva dela, que estremecia sobre o seu domínio. O prazer que ele sentia ao vê-la a ponto de se desmanchar em prazer era evidente:
-Isso,Tália. Deixa vim, isso assim!- Falava ele com desejo, encarando-a a poucos centímetros.
-Ohhhhhhhhhh!- Gemeu ela ao atingir o êxtase.
Ele voltou a beijá-la, suas línguas duelavam com desejo. Tália levou sua mãos para a cabeça de Darío, acariciando-a. Já estava entregue...quando ele a soltou e disse:
- Não sei o porquê você luta contra o que queremos, mas não vou ficar insistindo.
E assim ele a deixou e foi para o seu quarto para logo em seguida sair, Tália ainda aturdida com que passou escutar a porta da sala batendo forte. Ele havia saído...
Darío entrava em sua caminhonete com um sorriso no rosto. Havia dado a Tália o prazer que ela precisava naquele momento. Estava frustrado, mas era mais prazeroso saber que ela pensaria nele por alguns dias do que o próprio prazer sexual, que ele poderia ter a qualquer momento. Gostava de jogar e sua empregada era uma ótima adversária apesar de sempre deixá-lo vencer, sempre lutava contra seus instintos... E isso era o que mais excitava nele. Olhou para o dorso da mão tatuada e agora queimada, riu e disse dando a partida no carro:
-Filha da puta! Por que é tão gostosa assim?
Enquanto isso Tália terminou de arrumar a sua roupa bagunçada por Darío e olhou para o apartamento e a pilha de roupas passadas. Até quando ia passar por isso? Amava o desgraçado do patrão que apenas a usava e era ciente disso. Resolveu terminar seu serviço e fazer algo para comer. Pretendia arrumar o guarda-roupa de Darío e colocar todas as roupas passadas.
(...)
Já estava arrumada para sair do trabalho quando escutou novamente a porta se abrir.
Logo escutou a voz de Darío juntamente com o de uma mulher. Eles riam animados, Tália não queria ver a acompanhante dele. Não novamente... Agarrou sua bolsa e correu para a saída pela cozinha, não queria que ele soubesse que ela tomou conhecimento do transa do dia dele. Quando já estava com a mão na maçaneta da porta, escutou Darío falar :
-Ainda por aqui,Tália?!- Perguntou ele sério.
-Já estou indo...
Ele a olhou de cima abaixo e seus olhos mudaram, mas logo a tensão entre eles foi rompida pela presença da acompanhante linda dele. A mulher o abraçou pelas costas e olhou pra Tália cumprimentando:
-Oi, tudo bem?
-Tudo! Já estou indo. Até segunda Seu Darío!- Disse Tália formal diante da acompanhante e saiu rapidamente.
Darío achou estranho a maneira como ela se despediu dele como " senhor", mas teve sua atenção requerida por Ivana.
Tália bufando de raiva pelo ciúmes que a dominava...
Mulher forte ao mesmo fraca de paixão..
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