quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Capítulo 12: Milão

Continuação...
Em Milão...
Darío tomava sua bebida favorita, Bellini. Ele  sempre que estava na Itália tomava aquela saborosa mistura entre o Proseco e pêssego branco. Gonzalo e Paulo ao seu lado sorriam para as jovens lindas que passavam por eles enquanto bebiam também. Era impossível para elas não prestarem atenção àqueles  belos exemplares de homens. Gonzalo era loiro com os olhos claros e com seus quase um e noventa de altura; já Paulo e Darío eram negros e igualmente altos, apenas Darío possuía olhos claros enquanto Paulo tinha olhos bem escuros. Lindos!
-Hoje à noite promete!- Disse Paulo sorrindo.
Darío buscou com olhar a direção para qual o amigo olhava e viu algumas belíssimas mulheres. Certamente, eram modelos como eles. Andar por Milão era está em volta de modelos constantemente.
-Acho que hoje à noite vai dá pra fazer uma festinha coletiva!- Brincou Gonzalo. Ele era adepto a sexo grupal.
Os três amigos já haviam participado diversas vezes de "festas coletivas" na época que Darío vivera na Itália. Paulo sorriu com a sugestão, já Darío continuava bebendo em silêncio como se seus pensamentos estivessem longe
-O que aconteceu?- Perguntou Paulo tocando no ombro do amigo disperso.
Darío se voltou para os amigos e sorriu:
-Nada! Estava admirando aquela morena ali próxima da de vestido vermelho.
Os amigos se voltaram e admiraram a morena com o cabelo curto e extremamente alta. Talvez até aquele momento ela não tivesse se dado conta de que era observada... Enquanto os amigos admiravam  a morena, Darío pediu outra bebida para si e, novamente, estava longe de tudo o que o cercava.
-Está acontecendo alguma coisa,Darío?! Você era o que mais curtia as festas!- Disse Paulo preocupado.
-Em outros tempos, você estaria no quarto ou quinto Bellini. Acho que você está ficando velho mesmo!- Brincou Gonzalo concordando com Paulo que o amigo estava estranho. Não era o mesmo Darío festivo de antes que não largava seu copo e logo se envolvia com alguma mulher assim que pisava nas boates ali da Itália, ou até mesmo de outros países que participavam de Semanas de Modas.
Darío riu com os comentários dos amigos e confessou:
-O certo mesmo era ter parado de beber de vez, andei bebendo demais e consegui diminuir um pouco.
Os amigos surpresos com a confissão  de Darío não sabiam o que falar até que Gonzalo levantou a taça e disse:
-Isso merece um brinde!
Eles riram e levantaram as taças para brindar.
- À menos bebidas!
Gargalharam a incoerência do brinde: brindar menos bebidas com bebidas!
(...)
Darío abria a porta de seu quarto ainda sem entender o quê o havia feito voltar para o hotel ao invés de sair com os amigos e aquelas lindas mulheres. Por mais que quisesse se divertir com os amigos e desfrutar de uma gostosa noite de prazer, algo que ele nunca dispensara, mas sua cabeça estava voltada para Tália. Desde que a deixara naquela praça em Madureira, ele não parava de pensar que havia algo errado para que ela não aceitasse que ele a levasse em casa. Pela tarde ligou para a empregada e nem sabia o que falaria, afinal sempre ligara apenas para combinar trabalhos extras em seu apartamento, mas queria saber o que havia feito ela não deixá-lo ir a sua casa:
"  Depois de três toques, Tália atendeu:
-Alô?!- Era possível perceber a surpresa de Tália.
-Oi,Tália!
- Aconteceu alguma coisa?
-Por que deveria ter acontecido algo?-Perguntou ele sem saber o que falar.
-Você não viajou? Aconteceu alguma coisa com o apartamento?
-Não! Está tudo sobre controle. Estou em Milão...
-E...
-Liguei para saber como você está...
-Como eu estou?! Darío você está bem?
Os dois não possuíam o tipo de relacionamento em que um ligasse para o outro para saber se estavam bem ou não. Sem contar que a cabeça e todos as emoções dela estavam voltados para a prisão de sua irmã. Realmente não entendia o porquê daquele telefonema e acreditava que era bem possível que o patrão estivesse entediado e resolvera brincar com seus sentimentos, apenas isso explicava aquele telefonema direto da Itália. Darío não era exatamente um homem amoroso com seus casos, pelo menos não era com ela. Talvez ele nem a considerasse como um caso propriamente dito, provavelmente, era algo bem menor do que isso. E ter isso claro para ela deixava mais indignada por ainda está envolvida com ele.
-Estou bem sim! Queria saber de você, apenas isso.
-Darío, estou bem e sem tempo para conversar se esse é seu objetivo!-Falou dura.
-Você está de folga por minha viagem e NÃO TEM TEMPO?!- Ele rapidamente ficou extremamente aborrecido com a maneira como ela falava com ele.
- Não fui eu que pedi folga! E se você não tem nada de importante pra me falar...-Falou sussurrando com receio que a tia escutasse.
Sempre quando ele ligava, Tália ia para o quintal para que tia Dolores não escutasse, ela ficava atenta a tudo que dizia respeito a sobrinha e como pela tia Tália já teria deixado de trabalhar para ele...A jovem preferia que a tia não soubesse do que falavam ou como conversavam. Era bem possível pela sagacidade da tia que ela descobrisse o que existia entre a sobrinha e o patrão apenas em escutar uma conversa. Isso era a última coisa que ela queria que acontecesse.
-Por que você está falando BAIXO?!- A desconfiança crescia.
-Vou desligar porque tenho minha folga para aproveitar!
-TÁLIA...TÁLIA...
E ela desligou em sua cara. Aquela ligação fez com que ele estalasse o celular na parede do quarto. Como ela ousava desligar em sua cara? Cada dia ficava mais claro que ela tinha alguém e por isso em algumas ocasiões falava baixo ao celular. Ele se considerava tão esperto e, mesmo assim, não havia detectado antes aqueles indícios de que ela possuía uma vida dupla.
Tália depois de desligar o celular balançou a cabeça de um lado para o outro  como uma clara demonstração de que não entendia nada do que passava com seu patrão. E naquele momento também não estava preocupada com isso. Queria apenas um momento de paz para poder suportar todo problema que estava vivendo com sua família. Quando estava por entrar em sua casa, reparou num embrulho escondido atrás de uns jarros de plantas. Aproximou-se e retirou uma sacola branca, dentro estava o jornal do dia. E não foi preciso muito esforço para saber que havia sido tio Bira que havia escondido o jornal, que em uma de suas notícias falava sobre a prisão de sua irmã. Os olhos lacrimejaram ao ler todo a notícia... O tio certamente escondeu o jornal para que tanto ela quanto tia Dolores não se dessem conta de que Tula estava no jornal! E depois de lê-lo, guardou no mesmo lugar e voltou para dentro de casa."
Depois daquele telefonema frustrado, o dia havia mudado completamente pra ele. Havia desfilado como o bom profissional que era, reencontrou os amigos e no final foram a uma das melhores boates de Milão.
E quando já estava planejando sair da boate acompanhado pelos amigos e as lindas mulheres, Darío percebeu que não conseguiria participar da "festinha sexual" que iria acontecer no apartamento de Paulo. Não adiantava insistir com uma situação que ele não estaria cem porcento envolvido e assim inventou que estava cansado para os amigos e os deixou impressionados ao sair da boate sem nem ao menos reconsiderar a possibilidade de se divertir com eles.  Tanto Gonzalo quanto Paulo estavam surpresos com aquele novo Darío. Nunca haviam visto ele beber pouco em uma festa e muito menos recusar sexo.
Já Darío se controlava para não ligar para Tália novamente assim que chegara ao quarto de hotel. O fuso horário era o principal motivo que o impedia de fazer tal ligação. Essa era a desculpa que se dava, mas a verdade era outra!
E quando já estava planejando sair da boate acompanhado pelos amigos e as lindas mulheres, Darío percebeu que não conseguiria participar da "festinha sexual" que iria acontecer no apartamento de Paulo

Capítulo 11: Tudo perdido

Tália nunca poderia explicar como chegou a sua casa tal era o seu desespero. Parecia que estava em uma bolha, não prestava atenção a nada a sua volta, apenas queria chegar à  casa, abraçar a sua tia e descobrir o quê havia acontecido com a irmã. Achava que desde que sua mãe e sua prima haviam morrido nunca mais se sentiria tão desamparada, mas novamente o sentimento de está desprotegida a infrigiu desde que tio Bira deu a notícia sobre Tula.
(...)
Tália estava sentada na sala com apenas a luz da cozinha dando um tom nebuloso ao ambiente. O silêncio a acompanhava e sentia seu corpo um pouco trêmulo com tudo que ouviu, que viu e sentiu naquela noite: Tula estava presa! O advogado e amigo de Henrique, doutor Tony, não dava muitas esperanças para o caso afinal ela fora presa em flagrante. Tula era uma assassina! Tula era sua irmã! O desespero do cunhado ao escutar todas as orientações dadas pelo o advogado era de cortar o coração. O sofrimento de tia Dolores destruiu ainda mais Tália.  E o pior era que mesmo sentindo a mesma dor que todos eles, a jovem precisava ser forte para que a tia pudesse se apoiar nela. Todos choraram, Tália deixou suas lágrimas escorrerem timidamente, mas tinha vontade de gritar sua dor e preocupação. Não podia pela sua tia e sua filha. Thauanne não poderia ver a mãe sofrendo!
Tia Dolores dormia a base de remédios, mas fora difícil fazer com que tomasse um tranquilizante, mas depois de toda a insistência de Tália a senhora aceitou. Thauanne dormia sem imaginar todo o problema que a família passava, era uma menina... Tio Bira estava deitado com a esposa, mas Tália não sabia se ele conseguiria dormir; já ela estava ali sem conseguir se acalmar, apenas pensando na irmã e em tudo que possivelmente ela estaria passando em uma delegacia.
-Filha, fiz um chá pra você! - Disse tio Bira tirando a sobrinha de seus pensamentos.
Tália olhou para o senhor e aceitou o chá que pelo aroma era de cidreira:
-Obrigada tio!- Recebeu a xícara com o chá. -Eu ainda não estou acreditando...
-Nem eu, filha!- Disse o senhor se sentando à frente dela.
Ele também tomava o chá e a olhava triste:
-Temos que ser fortes por Dodô e Henri. Sei que é difícil pedir isso pra você, mas viu o descontrole deles. Eles vão precisar muito da gente.
O tio tinha razão e ela precisava ser forte o suficiente para não deixar transparecer seu sofrimento na frente deles.
-Eu sei, tio... E como o senhor está?- Perguntou ela se inclinando pra frente, olhando para o senhor detidamente. Precisava  cuidar dele também, fora ele que assumiu o lugar de seu pai.
Tio Bira era um senhor forte, negro com seus poucos cabelos brancos. Havia trabalhado por toda a vida, marido fiel e dedicado, pai carinhoso e avô babão. Tanto Tália quanto Tula foram criadas por ele como se fossem suas filhas. O que ele comprava para Joana, comprava pra elas; o que exigia  da filha, exigia das sobrinhas. Nunca existiu diferença na criação delas... Um homem extremamente educado e tranquilo. E quando Tália ficou grávida, o senhor, longe da tia apenas, disse "Conte comigo para o que precisar, filha!". Sabia que ele havia conversado com ela em particular porque não queria causar nenhum constrangimento. Nunca perguntou quem era o pai da filha de Tália. E assumiu a função de avô com tanta alegria que seria impossível a menina ter um avô mais amoroso.
-Tio, o senhor está realmente bem? Porque fiquei tão preocupada com a tia que não perguntei... Está tomando direitinho os remédios da pressão?
-Estou! Não se preocupe com a minha saúde. No momento, precisamos cuidar da Dodô.
-Tem certeza?-Perguntou desconfiada.
-Tenho!- Sorriu triste.
Era possível ver que ele queria tranquilizar a sobrinha.
-Vamos deitar! Amanhã temos muita coisa para resolver.-Disse o tio antes de tomar mais um pouco do chá e se levantar.
-Logo logo me deito, tio!
E assim ela assistiu ao tio ir para o quarto. Naquele momento, sentiu uma solidão sem tamanho, porque mesmo que dormisse com a filha, não tinha quem a abraçasse consolando ou lhe dando a força que precisava.
(...)
Na manhã seguinte...
Tália estava de pé logo cedo, quase não pregou os olhos e os poucos momentos que conseguia dormir sua mente reproduzia o sofrimento da irmã...Teve pequenos sonhos em que Tula sofria na prisão.  Um verdadeiro horror!
Tio Bira naquele dia terminou indo comprar o pão e, principalmente, o jornal um pouco mais tarde. Certamente, não havia dormido e isso explicava o horário que levantou. Tia Dolores levantou logo assim que ele havia saído e ao se deparar com Tália na frente do fogão disse:
-Bom dia, filha!- Cumprimentou a sobrinha com um beijo no rosto. -Deixa que eu faço o café.
Tália deu lugar a tia, não queria contrariar a senhora, principalmente, naquele momento delicado. Esperou que a tia comentasse algo sobre Tula, mas como não aconteceu, perguntou:
-Conseguiu relaxar tia?
-O tranquilizante me apagou, mas não posso dizer que relaxei ...A primeira coisa que pensei foi na Tula quando despertei...Por que ela foi fazer isso?-Perguntou já com os olhos lacrimejando.
-Ela não pensou, tia. Como Henri e o doutor Tony disse: foi sobre forte emoção...-Explicou com a voz embargada.
As duas cheias de emoção se abraçaram...
-Cheguei com o pão. -Disse tio Bira, interrompendo as duas mulheres.
Os três adultos sentaram para tomar o café da manhã, mas não conseguiram se alimentar direito. Thauanne se levantou alguns minutos depois sem entender o que passava, apenas perguntou sobre a escolinha. Tália resolveu não levá-la para a escola, queria a filha com ela.
Tio Bira terminou o seu café da manhã e se levantou para ligar a TV para a menina que pedia para ver desenho. Tália se levantou também e retirou a mesa enquanto lavava a louça, imaginou que seria bom se o tio tivesse trazido o jornal como era de costume. Henrique era um fotógrafo conhecido e consequentemente Tula também. Esperava que os jornais não tivessem nada para divulgar sobre sua  irmã... Já era triste o que havia acontecido e ainda ver estampado nos jornais multiplicava a dor que sentiam.
(...)
E em Milão...
Darío já havia entrado em contato com dois amigos seus que moravam ali. Paulo era modelo e ainda continuava exercendo a profissão ativamente; já Gonzalo, como ele, havia se dedicado a outra atividade, possuía um loja de roupas masculinas com a sua marca. O último questionou a Darío o porquê não havia se hospedado em seu apartamento. E ele explicou sua necessidade de está sozinho...À noite depois do primeiro desfile, iriam a boate Disco New Madison para aproveitarem porque os três havia tempo que não se viam.

Capítulo 10: O sofrimento da família

Chegando em casa...
Assim que Tália abriu o portão da casa, já escutou uma movimentação dentro. Era Thauanne! A menina era muito esperta e não dormia enquanto a mãe não chegava. Logo que abriu a porta de casa, escutou:
-Mãeeeeeee!
Tália sorriu esperando a filha se jogar nos seus braços.
-Oi, amor! -Disse beijando a filha e a levantando no colo.
Tia Dolores que estava atrás da criança se aproximou para cumprimentar a sobrinha e disse:
-Cada dia mais tarde, filha?!
Tália beijou a tia e sorriu sem jeito. A tia já vinha questionando a grande quantidade de tempo que ela ficava no emprego, mas a sobrinha nunca teve coragem de dizer o verdadeiro motivo.
-Tive que colocar algumas coisas no lugar, tia! Amanhã será o último dia da semana e depois só volto na quarta...Então quis deixar tudo em ordem!- Explicou ela.
-Entendo...mas ainda acho que esse homem está explorando você!-Disse ranzinza.
E as três se dirigiram para a cozinha. Tio Bira que estava sentado ali disse:
-Estávamos esperando você para jantar. Dodó fez uma sopa de ervilha maravilhosa! -Comentou alegre.
A sobrinha deixou a filha no chão e se debruçou para beijar o tio.
-Pela sua cara deve está divina,tio!- Disse sentando.
-Ainda não comi!Não sabe que sua tia gosta de te esperar para comermos juntos!
-Tia, podia ter servido o jantar do tio!- Retrucou ela com a tia que estava servindo a sopa.
-Ele pode muito bem esperar! Come o dia todo... Sempre quando olho ele está com alguma coisa na boca. Vai ficar gordo desse jeito!- Disse tia Dolores colocando os pratos na mesa.-E você já lavou as mãos?!- Perguntou ela à Tália.
A tia tratava a todos como se fossem criança e somente ela a adulta. A sobrinha sorriu e foi para o banheiro lavar as mãos sem questionar. Enquanto lavava a mão, Thauanne que havia ido ao quarto, voltou com uma boneca na mão:
-Vamos brincar?!- Pediu a menina com o olhar brilhante.
-Vamos sim, amor! Deixa mamãe comer, aí brinco com você. Tudo bem?
A menina olhou alegre e disse:
-Tá!
Tália passou as mãos no cabelo da filha e foram juntas para a cozinha. Sentaram os 4 na mesa, Thauanne apenas brincava com a sua boneca, já havia jantado, mas quando olhava os adultos comendo pedia um pouco, Tália levava um pouco de sopa para a menina que comia tudo. Era de bom comer.
Comiam falando sobre os acontecimentos do dia a dia e quando terminaram o prato de sopa, tia Dolores se levantou para servir mais e foi interrompida pelo marido:
-Eu estou satisfeito,Dodô!
-Não gostou da sopa?! Você sempre come dois pratos... -Perguntou chateada.
- Mas agora a pouco você estava dizendo que eu ia ficar gordo por comer tanto...
-Você come besteira! Sopa é saudável! -Esclareceu ela.
Tália que assistia tudo tinha vontade de rir, mas sabia que seria pior.
-Como saudável?! Tem paio, bacon...
-Sopa é saudável!!- Disse determinante a tia.
Tália que não queria deixar a tia nervosa, estendeu o prato pra ela e disse:
-Põe um pouquinho pra mim, tia.
E assim a tia fez, serviu um pouco para os três. Tio Bira e Tália sorriram cúmplice nas costas de tia Dolores para não irritá-la. A senhora sempre estava com a razão ou pelo menos pensava isso!
(...)
Quinta-feira...
Darío logo pela manhã cedo, deixou seu apartamento em direção ao aeroporto. Tália não havia chegado para trabalhar.
Darío havia dormido bem apesar de ter passado um bom tempo pensando sobre o que havia ocorrido na noite anterior: primeiro, estava desconfiado que Tália tivesse alguém; e por último, questionava-se por ter insistido por levá-la em casa, nunca havia feito aquilo. O que estava acontecendo com ele? Não se arrependia de ter levado a jovem para casa afinal já era tarde, mas depois na volta ficou imaginando que ela poderia ter confundido uma gentileza com um possível sentimento de sua parte. O que não seria possível afinal não era homem de se envolver emocionalmente com as mulheres, gostava apenas de dar e receber prazer como costumava falar.
(...)
Tália enquanto organizava o apartamento, sua cabeça não parava de dar voltar sobre os últimos acontecimentos: Darío havia feito questão de levá-la em casa! Ele nunca suspeitaria de que com aquele simples gesto ela se convencia de que não teria como deixar de amar aquele homem. Queria muito seguir sua vida sem sofrer por causa dele, mas parecia impossível para ela! Ele poderia desenvolver afeto por ela, talvez não a enxergasse apenas como uma mulher pra cama... Ao mesmo tempo que imaginava que poderia ser importante para Darío, logo vinha a certeza de que isso nunca aconteceria! Darío desde sempre deixara claro que era apenas sexo e isso era o que ela devia levar em conta mesmo com qualquer gesto de gentileza que ele expressasse.
Ela como sempre colocava em mudo o celular quando estava envolvida com o trabalho e como aquele dia ela queria deixar o serviço mais cedo para poder aproveitar um pouco o dia com a filha, já que no dia anterior havia chegado muito tarde... Assim passou a manhã e o início da tarde sem nem tocar no celular. Quando já estava de banho tomado para ir para casa, que resolveu pegar o celular. Surprendeu-se ao ver o tanto de mensagens de tia Dolores e Henrique, seu cunhado. O coração foi na boca com tudo que sua cabeça pensou: sua filha, tia Dolores, tio Bira... Ligou desesperada para casa e nada! Mais nervosa ficava...Tentou novamente, até ser atendida por tio Bira:
-Ô minha filha...
O tom de voz do tio era choroso, o que fez Tália quase desabar na cozinha do trabalho.
-O que houve com Anne e com a tia?!- Perguntou desesperada.
-Graças a Deus nada! Mas estamos péssimos! Sua tia está com a pressão alta...vem pra cá, filha!
Saber que tia Dolores estava passando mal era como se dissesse que estava a beira da morte, afinal a senhora era tão forte que nunca esperavam algo assim. Sempre estava bem e cuidava de todos e se tudo... Claro que Tália, Tula e o tio sabiam da mágoa que ela sentia pela perda da filha, assim cuidavam muito dela, mas a viam como uma fortaleza.
-O que aconteceu, tio?!Por favor seja sincero!
-Tula foi presa!
Tália sentiu as pernas bambearem e sem nem ao menos esperar,foi escorregando pela parede até o chão. Nunca imaginaria tal coisa se relacionando à irmã.
-PRESA?!

Capítulo 9: Darío e Tália

Continuação...
-Não precisa!- Disse ela saindo do quarto dele com suas roupas envolvidas nos braços.
Darío se levantou e ficou olhando Tália ir rápido para o outro banheiro. Ela nunca havia tomado um banho na suíte dele.  Ele não havia percebido isso até aquele momento, mas isso não era importante... O importante era levá-la a casa, não havia necessidade de deixar que pegasse condução se ele podia levá-la a uma hora daquelas. Com esses pensamentos, Darío correu para o banheiro para se desfazer do preservativo usado e vestir sua roupa antes que ela saísse do apartamento dele. Assim quando chegou a cozinha, Tália ainda não havia chegado, escutava a empregada no banheiro. Pegou uma garrafa de iogurte e  colocou um copo para ele, tomando calmamente até que a escutou entrando na cozinha já com sua bolsa a tiracolo:
-Quer um iogurte ou prefere comer algo?
- Não, não. Já estou indo...
-Eu vou levar você. NÃO SEJA TEIMOSA!- Falou decidido.
-Já disse que não preciso que me leve!- Contrariou ela novamente.
Ele pegou a chave da caminhonete e olhou firme com seus olhos verdes acinzentados. Não entendia o porquê da negação dela, quem não gostaria de receber uma carona ao invés de pegar transporte público... Apenas se tivesse outros planos durante a viagem até sua casa. A cabeça de Darío dava voltas ao tentar imaginar o que poderia fazer com que ela não aceitasse sua carona.
Ela o vendo em silêncio começou a se encaminhar para a porta até escutá-lo.
-Eu já disse que vou levar você!-Disse novamente e seguiu a empregada.
-Eu não preciso que me leve, já estou acostumada a pegar ônibus e o BRT sem problemas, Darío!
-Você já olhou a hora?
Não era tão tarde assim, mas era mais tarde do que ela costumava sair do trabalho. Já era quase às nove da noite... Ela havia ficado até mais tarde em função de que nos próximos dias ficaria em casa já que ele viajaria, mas não imaginou que ele chegaria e os dois, novamente, se envolveriam na paixão que os consumiam.
Tália parou no corredor apertando o botão do elevador e se virou para ele:
-Não tem necessidade de você ir me levar.
Darío começava a suspeitar de que havia algum motivo para que ela não quisesse que ele fosse até a casa:
-Você tem algum namorado,Tália?!- Perguntou sério como se tivesse o direito se saber sobre a vida dela naquela altura do campeonato.
Tália sentiu vontade de rir da pergunta, mas percebeu que rir na cara de Darío seria arrumar um confusão desnecessária naquele momento.
-Não tenho!
-Você tem certeza?!- Perguntou novamente com ar  desconfiado, olhando fixo para ela, querendo buscar alguma resposta no seu olhar.
Os dois, que se olhavam não entendendo o que via no olhar do outro, foram surpreendidos pelo sinal do elevador abrindo as portas.
-Que pergunta é essa agora?!
-A pergunta que parece que você quer fugir!
-Eu já disse que não tenho ninguém! E não estou com tempo para ficar discutindo com você!- Falou ela entrando no elevador.
Ele entrou também e logo apertou o botão  para a garagem:
-Se você não tem namorado ou nenhuma relação com alguém, então não tem ninguém que se incomode de que eu a leve! - Disse decidido ao lado dela sem olhar novamente para ela.
Darío sabia que existia algo por trás daquela negativa, descobriria quando voltasse de Milão. Naquele momento, o que importava era levá-la. Ela não sabia como reagir diante daquele Darío solicito. Se a situação deles fosse outra, não teria problema, mas parecia que não havia como demovê-lo da decisão de levá-la. Preferiu não insistir! Acompanhou o patrão pela garagem e parou ao lado do carro dele. Ao entrar, escutou ele falando:
-Sei como chegar a Madureira, quando chegar lá você me explica o caminho para sua casa.
Ela concordou com a cabeça e esperou que ele desse a partida do carro. Tália o olhava sem poder acreditar que ele a levava para casa e que de novo...
-Coloque o cinto de segurança!- Disse Darío interrompendo os pensamentos dela.
-Ah...Havia me esquecido. - Confessou ela.
Darío dirigia com muita prudência, mas sempre desviava o olhar para Tália ao seu lado.
- Você já pensou em fazer alguns trabalhos como modelo?- Perguntou ele.
Tália riu da pergunta e disse:
-Você está brincando? Com esse corpo, que agência me contrataria?
Apesar de não acreditar ter chances no mundo da moda em função de ser tida como gorda, sabia que havia uma moda plus size. Até mesmo sua irmã e cunhado sugeriram que ela fizesse alguns trabalhos com eles. Quantas vezes Henrique, seu cunhado, não havia convidado a ela para participar de alguma campanha que eles estavam desenvolvendo? Muitas vezes! No fundo o grande  problema de Tália era a pouca confiança que tinha em si mesma. Para todos ao seu redor era uma mulher confiante e dona de si mesma, mas lá no fundo sabia que aquela imagem fora criada para esconder a verdadeira Tália: insegura!
-Você sabe que existe a moda plus size?! Até mesmo a minha agência poderia negociar alguns contratos para você.
Ele não imaginava que ela nunca havia pensado sobre o assunto. Era uma linda mulher e, tranquilamente, poderia fazer parte de um staff de qualquer agência de modelo plus size ou até da sua própria agência. Não custaria nada conseguir alguns trabalhos para ela... Ao mesmo tempo que tivera aquela ideia de fazer com que Tália trabalhasse como modelo para sua agência, Darío tinha certeza que não gostaria nada de vê-la  em um outdoor por aí. Sabia bem como os homens pensavam!
Ela se voltou para Darío e o encarava enquanto este continuava conduzindo  como se pensasse sobre as próprias palavras!
Ela se voltou para Darío e o encarava enquanto este continuava conduzindo  como se pensasse sobre as próprias palavras!
-Darío, eu agradeço, mas não tenho intenção de ser modelo! Gosto de trabalhar como empregada doméstica.
Ele que parecia não prestar atenção em Tália, terminou por concordar com ela:
-Ok! Você tem razão...
Aquelas palavras foram como se confirmasse para Tália que não era, realmente, bonita. Havia crescido sempre com aquele conflito de ter uma irmã e prima com belíssimos corpos, enquanto, ela precisava aceitar a si mesma. Tula, mais atenta aos seus problemas, costumava mostrar a ela o quão linda era. Tália dizia concordar, mas tudo era para que a irmã não continuasse preocupada. Claro que hoje com seus 26 anos se sentia bem mais segura e confiante, mas ainda estava longe de ser o que sua imagem demonstrava. Para TODOS ela era senhora de si mesma!
(...)
Alguns bons minutos depois...
-Você  vira a direita e pode parar na praça...-Disse Tália.
-Você vai ficar na praça a essa hora?!- Perguntou ele surpreso.
Tália não sabia o que dizer, não confessaria que não queria que sua família soubesse que foi de carona para casa e nem correr o risco que eles o vissem:
-Vou passar em um outro lugar antes de ir pra casa...
Darío não conseguia entender que tipo de desculpa era aquela e mais uma vez suas suspeitas recaíram em algum envolvimento que talvez sua empregada tivesse. Ele fez o que a empregada pediu aborrecido. A raiva se apossava dele, fazendo parar a caminhonete e nem olhar para Tália para se despedir. Ela não lhe devia fidelidade, mas ele achava que pelo menos sincera deveria ser com ele, como ele sempre fora com ela!
Tália segurou a bolsa nos braços e olhou para ele e vendo que não a encarava, despediu-se:
-Obrigada pela carona e boa viagem.
Darío não disse nada e também não a olhou, deixando-a constrangida:
-Tchau ...- Disse Tália saindo do carro.
O patrão continuou parado com o carro naquela praça, olhando-a se distanciar. Realmente algo acontecia para que ela não quisesse ser vista com ele. Provavelmente, morasse com algum homem... Procuraria saber com sua contadora Dafne, sua irmã, se havia nos documentos que Tália havia entregado para que fizesse o seu registro na carteira algum indício de que ela vivia com alguém. Algum homem! Afinal qual mulher não gostaria de ser vista com ele? De ser levada em casa? Todos esses questionamentos fizeram o humor de Darío permanecer péssimo. Iria viajar para uma das cidades mais linda do mundo, onde possuía vários amigos e "amigas", mas a raiva que crescia em si não ajudaria que ele aproveitasse sua curta estadia em Milão!

Capítulo 8: Antes da viagem

Quarta-feira vésperas da viagem...
Darío com alguns amigos resolveram relaxar no final da tarde num bar na Gávea . Era um lugar em que aquele grupo sempre frequentava, afinal era um local descolado, tinha ótimos bolinhos de bacalhau e boa localização.
Os amigos riam do último comentário de Bauti, amigo e sócio de Darío. Bautista como ele também fora modelo internacional. Os dois haviam se conhecido na Europa durante os vários desfiles que participavam. Darío era bem mais jovem que o outro, mas fizeram uma linda amizade e quando Bauti se aposentou das passarelas e voltou para o Brasil de vez, sugeriu que abrissem uma agência de modelos, já que ambos conheciam bem a carreira e possuíam diversos contatos. Assim fizeram! Hoje Darío ainda era convidado para alguns trabalhos esporádicos e aceitava, já o sócio não! Tirando às vezes que a namorada de Bauti necessitava de sua colaboração em algum desfile que ela produzia por ser designer de moda. Assim que se podia dizer que o sócio e amigo apenas participava de desfiles feitos pela marca de Tânia Maldonado.
-Não vejo a hora de pisar em Milão! Amo aquele lugar, amo as italianas...-Disse Darío sorridente.
-A Milão, às italianas!- Brindaram o grupo rindo, levantando aa canecas de chopp.
-Eu amo as italianas!- Comentou matreiro Bauti.
Darío que olhou para a porta do bar diz:
-Ihhh, acho que alguém não vai gostar de saber dessa história de "Eu amo as italianas"!- Comentou sorrindo.
-Quem?- Perguntou Bauti sem saber de quem o amigo falava.
-Olha quem chegou!- Rodrigo, um dos amigos, indicou.
Todos sabiam que Bauti saía com Tânia. E a mulher estava ali se dirigindo para a mesa do grupo. O Grupo estático com a presença exuberante dela, já Bauti se virou para entender do que o amigo falava, mas não tem tempo de reagir ao ter sua tulipa de chopp agarrada pela mulher que despeja todo o conteúdo em cima dele. Darío gemeu com a atitude dela, mas não pôde segurar a gargalhada. O grupo tambem explodem em riso diante de Bautista aturdido e uma mulher furiosa que gritava:
-Você quer saber o quê está acontecendo, seu filho da puta ?Isto está acontecendo !-Disse Tânia que deu a volta indo em direção a saída do bar.
O bar inteiro estava aturdido com o comportamento intempestivo da mulher, mas Bauti reagiu rápido e sem falar nada de levantou e correu atrás dela, segurando o braço dela aos berros:
-Você ficou mais LOUCA do que já é , PORRA ?!
-Me solte e vou te mostrar a louca!
Darío já se levantava para tentar deter os dois amigos, já que por intermédio de Bautista, ele fizera amizade com Tânia. Achava que a mulher era um furacão, completamente diferente do tipo de mulher que ele gostava, mas era a mulher que o amigo era louco por ela. Já havia cansado de falar que aquela mulher desestabilizava ao sócio e ele concordava, mas era só ela aparecer que ele ficava cego.
Antes que Darío conseguisse sair da mesa, viu o gerente falando com a dupla. Não era possível escutar o gerente porque falava baixo com o intuito de diminuir os ânimos do casal, já Bauti não se importou com o espetáculo feito por eles e falou em alto e bom tom para que todos escutassem:
-Você acha que pode aparecer ,fazer uma entrada triunfal ,atirar chopp em mim ,falar meia dúzias de palavras sem sentido e sair como se fosse uma lady ?! Vamos conversar como pessoas normais e adultas agora .-Disse ele puxando ela para outra mesa.
Darío voltou a se sentar e comentou:
-Tânia vai enlouquecer o meu amigo!
Rodrigo comentou:
-Com aquele corpo eu já estaria louco!
- Quantas mulher tem com aquela bunda?!- Perguntou Sávio irônico.
Eles riram do comentário sincero
Darío logo pensou em Tália. Como a maioria dos brasileiros a preferência pela parte traseira da mulher era unânime, ele também se incluía ao fascínio pela bunda generosa. Tália correspondia ao fetiche que Darío possuía, afinal ela tinha um lindo e grande traseiro, que o deixava excitado apenas em lembrar como era bom estar enterrado ali.
- Ela aceitou sentar com Bauti. Ele é corajoso mesmo! -Comentou Romeu, outro amigo, tirando Darío de seus pensamentos lascívios.
Assim ele passou a prestar atenção ao que ocorria na mesa do amigo, já de cara era hilário vê-lo pingando chopp sentado com um olhar feroz diante da namorada. Darío acreditava que tirando a si próprio, que estava se divertindo com toda a situação, os demais clientes e os garçons estavam apreensivos com o que poderia acontecer a mais com o casal.
Alguns segundos depois, Tânia volta o seu olhar para os amigos que olhavam curiosos, assustando a eles quando arremessou o saleiro nele. A surpresa foi grande com a ação da mulher, Romeu que havia sido atingido com o pequeno objeto disse um palavrão alto, os demais não conseguiram conter o riso, gargalharam alto ao escutar ela gritar:
-ESTÃO OLHANDO O QUÊ?!
Darío viu que o casal ao lado de Bauti e Tânia que também olhava ,desviou  o olhar imediatamente  quando escutaram ela gritando com o grupo dele. Alguns garçons que estavam próximo a cozinha entraram no ambiente com medo de que sobrasse pra eles. Tudo era surreal para Darío, não conseguia entender como o amigo podia aceitar toda aquela situação, por aquelas coisas que ele preferia ficar sozinho. Sexo nunca lhe faltava! Se fosse para ter um relacionamento, que fosse tranquilo.
Darío já pensava em se levantar quando vê Tânia dando um pequeno tapa no rosto do amigo e o amigo sorrindo. Realmente o casal de amigos era bem estranho para ele. Os dois já haviam passado de todos os limites... Não se deteve, não ficaria ali assistindo aquela loucura toda. Se despediu dos amigos e saiu do restaurante sem  virar para trás.
Quando deu a partida na caminhonete, viu os amigos se pegando prensados no carro. Riu Darío com o comportamento dos dois e saiu do estacionamento.
(...)
Depois de quase uma hora, chegou ao apartamento e se surpreendeu quando percebeu que Tália ainda se encontrava no ambiente. Ele a encontrou indo para o seu quarto com algumas camisas nos cabides. Ela o olhou sem mostrar surpresa e o cumprimentou apenas dizendo:
-Oi, Darío! Já estou terminando. Resolvi ficar até terminar de colocar suas roupas em dia, talvez você queira levar alguma dessas roupas para a viagem...
-Oi,Tália! - Ele cumprimentou esperando ela entrar no quarto. -Sem problema...Não está muito tarde pra você?
-Nada! Pego o ônibus e depois o BRT...
Foi atrás dela enquanto ela comentava, era impressionante o quanto a empregada o excitava sem ao menos perceber. Ele a observava colocar cada camisa arrumada de acordo com as cores. Ele gostava que as roupas ficassem organizadas indo do tom branco até o preto em ordem crescente de tons. Tália entendeu a necessidade que ele tinha da ordem das roupas e organizava como ele gostava. A jovem com a roupa que costumava usar para trabalhar deveria ser discreta, mas para ele nada que ela pusesse era discreto. E assim ficou admirando a empregada se movendo de costas para ele até ela se voltar quando terminou.
Tália observou o olhar sensual que ela lhe dava. Parecia que era um código entre eles quando ela sentia a cor dos olhos dele mudando, sabia o que estava por vim depois...
-Você me dá tanto tesão, Tália!- Disse ele sem deixar de olhá-la.
-Já conversamos sobre isso, Darío!- Disse um pouco relutante.
A voz dela relutante dava margem para que ele se aproximasse sem desviar o olhar. Eles sabiam o desejo que existia entre os dois. A atração era mais forte do que qualquer lógica...
Darío se aproximou de Tália e deslizou suas  mãos grande pelos braços nus dela, a jovem levou as mãos para o peito dele. Ele aproximou o rosto do dela e levou a boca a orelha dela, falando rouco:
-Só mais esta vez, Tália...
A hálito quente dele em sua orelha a fez gemer baixinho. A decisão dela ia se diluindo cada vez que ele se aproximava... Darío levou sua mão a nuca dela e a puxou o corpo dela para si, mordendo o pescoço da jovem e logo sugando a orelha.
-Hummmmmm!- Gemeu ela.
- Não negue o que você quer!- Dizia ele.
As certezas de Tália se dissolveram com esta última frase e passou os braços pelas costas dele, deslizando suas unhas por ali. Darío gemeu ao sentir a aceitação e antes de começar a retirar as roupas dela, levou sua boca a de Tália e com paixão passou a beijá-la. Os lábios dos dois se envolviam em uma entrega apaixonada, suas línguas dançavam se enroscando uma na outra. Quando se desvencilharam, olhando um para o outro excitados, a jovem  sem se perder em seus pensamentos, que insistia para que não se deixasse envolver novamente, levou as mãos ao corpo dele, levantando-lhe a camisa. Retirou a primeira peça de roupa e logo passou a beijar o peitoral liso dele, lamber cada uma de suas tatuagens.
-Porra...-Gemeu ele excitado.
Ela enquanto acariciava seu abdômen, passou abrir sua calça e já tocando seu membro que cada vez ficava mais rígido.  Acariciava o membro excitado dele enquanto beijava o pescoço do patrão. Darío acariciava os cabelos cacheados de Tália, deliciando-se e a incentivando a seguir venerando-o. Quando sentiu os lábios dela sugar forte seu pescoço, gemeu forte:
-Hummmm. Você consegue me enlouquecer, Tália!
Assim Darío se distanciou para se livrar rapidamente do tênis, calça e cueca. Tália assistia ele se desfazendo da vestimenta e ao se sentar na enorme cama,puxou-a para ele fazendo com que levantasse a blusa. Tália retirou a blusa e logo o sutiã. Darío passou a beijar intensamente os seios fartos dela. Ela gemeu alto, acariciando a cabeça dele.
-OHHHOHHHHH.
Ele sugava intensamente cada um dos mamilos dela, deliciando-se com os gemidos de Tália. Ela levou as mãos pelas costas dele de cima pra baixo até que sentiu os seus mamilos livres daquele prazer recebido.
-Me cavalga Tália. - Disse ele, olhando para cima sem deixar de fixar os olhos nos dela.
Ele sabia pelo olhar dela que queria seguir e assim ele se debruçou na cama para abrir a gaveta da mesinha de cabeceira e retirou um preservativo. Ela retirou o preservativo das mãos dele e se ajoelhou em sua frente e antes de vesti-lo, lambeu a glande robusta enquanto manuseava o corpo do membro rígido.  Darío que não retirava os olhos das carícias da amante, gemia enlouquecido:
-Ohhhhhh. Porraaaa!
Ela passou a sugá-lo com vontade até que se deteve e vestiu o preservativo no membro úmido. Antes de se levantar, mordeu delicadamente a virilha de Darío:
-Ahhhhhhh! Vem aqui, vem!- Gemeu ele.
Ela se levantou ajudada por ele e esperou que ele retirasse a a bermuda e a calcinha de uma vez, ficando completamente nua e logo se acomodou em seu colo sobre o olhar atento de Darío, que mordia os lábios de excitação. Ele segurou seu membro e direcionou para dentro do sexo de Tália:
-Hummmmm.
Os dois envolvidos pelos movimentos, que Tália passou a fazer sobre o colo de Darío, não  controlavam seus gemidos que ecoavam naquele amplo  ambiente, aceleravam os movimentos em buscar do prazer máximo. Ele segurando em seu traseiro redondo, forçando o quadril dela para frente e para trás ao mesmo tempo que sugava um dos seios. Tália acariciava sua cabeça com os cabelos extremamentes curtos, revirando os olhos de tanto prazer...
-Hummmmm, ohhhhh!
A paixão do dois os consumiam a cada movimento e carícia feita que como uma pequena explosão os dois alcançaram o êxtase gemendo:
-OHhhhhhhhhh!- Gritou Darío.
-Hummmmmmmm!
Os dois arfafavam com o êxtase sem desviar o olhar. Tália gostaria de ser o tipo de mulher que tem o controle sobre o seu corpo em se tratando de quando estava com o homem que era apaixonada, mas não era. Somente ela sabia o que era ansiar por alguém e não tê-lo. Assim se levantou do colo de Darío e ele olhando cada movimento de Tália, disse:
-Você precisa realmente ir hoje?- Perguntou ele, surpreendendo-a.
-Claro!
-Não quer ficar?
Tália nunca havia passado a noite com ele, a surpresa do convite fez com que ela o encarasse sem dizer nada, mas seus pensamentos foram direto para a filha. Todas às noites dormia com a Thauanne, dormir ali por mais que fosse extremamente excitante para ela, não era uma opção:
-Preciso ir, Darío!- Disse se levantando agitada.
Ele olhou a hora e decidiu, novamente, surpreendendo-a:
-Eu levo você!
Continua...